Em MS, superávit do comércio exterior foi 38% maior em 2020, puxado pelo agro
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Imagem: Divulgação
COMÉRCIO

Em MS, superávit do comércio exterior foi 38% maior em 2020, puxado pelo agro

Principal produto de exportação de Mato Grosso do Sul continua sendo a celulose
Por: -Lucas Rivas

As exportações de Mato Grosso do Sul no ano passado somaram US$ 5,8 bilhões, alta de mais de 11% em relação a 2019 (US$ 5,2 bi). Mais uma vez, o agronegócio foi determinante para os números da balança comercial. O bom desempenho das exportações sul-mato-grossenses está relacionado à desvalorização do real diante do dólar, o que torna o produto nacional mais barato nos mercados internacionais.  
O saldo da balança comercial, ou seja, o resultado da diminuição de tudo que foi comprado do exterior com o valor das vendas ficou em US$ 3,9 bi, contra US$ 2,8 bi apurados em 2019, representando um crescimento do superávit de 38%, conforme dados Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.

O principal produto de exportação de Mato Grosso do Sul continua sendo a celulose, tanto em volume quanto em valor. Aumentou o volume exportado (de 4,2 milhões/ton em 2019 para 5,5 milhões/ton em 2020), embora devido à variação para menor no preço da commodity, o valor apurado no ano passado (US$ 1,6 bilhão) tenha ficado menor que o de 2019 (US$ 1,9 bi). 

Além disso, os produtos como a soja (+ US$ 500 milhões), óleos e gorduras vegetais (+ US$ 220 milhões), açúcar (+ US$ 240 milhões) e carne de aves (+ US$ 25 milhões) também contribuíram para esse superávit. Com relação à soja, o Estado vendeu 1,5 milhão de toneladas a mais em 2020, comparado com o volume exportado do produto em 2019. E mais que dobrou o volume exportado de óleo e gordura vegetal e animal no mesmo período: de 442 mil toneladas para 1,029 milhão de toneladas.

Em termos de destino das exportações houve uma concentração nas exportações para a China, representando 45,46% do valor total das ao exterior no ano passado. Os países com maior aumento na participação foram: Hong Kong (quase 28%) e China (21%). A maior queda foi registrada para o Japão, com baixa de 41% nas exportações em relação a 2019.


 


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