Entidade responde BBC sobre reportagem de vacinas de saúde animal
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Imagem: Pixabay
POLÊMICA

Entidade responde BBC sobre reportagem de vacinas de saúde animal

Sindicato questiona informações e esclarece como funciona o setor
Por: -Eliza Maliszewski

A BBC publicou nesta quinta-feira (25) uma reportagem com o título “Coronavírus: Brasil tem quase 30 fábricas de vacina para gado e só 2 para humanos”. No texto, replicado por diversos meios de comunicação do Brasil, trata da dificuldade de importar insumos para produzir vacinas contra a Covid-19 sendo que as doses para doenças de animais são fabricadas inteiramente no país. “Esse sucateamento do setor de vacinas para humanos contrasta com os elevados investimentos na fabricação nacional de imunizantes para animais, principalmente gado”, diz um trecho.

Em nota o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) contesta o número de fábricas de vacinas destinadas à saúde animal citado na reportagem. Segundo a BBC, citando o Sindan, seriam 30 unidades. Segundo a entidade são 23  operadas por 22 empresas estrangeiras instaladas no país e que “produzem não apenas vacinas para ‘gado’, mas sim para a saúde animal como um todo, incluindo aves, suínos, cães e gatos”, diz.

São 13 fábricas que produzem doses para bovinos, 11 para aves, 5 para suínos e 10 para animais de companhia (pets), totalizando 39 linhas de produção. Todas as unidades são reguladas pelo Ministério da Agricultura e órgãos de saúde animal, e possuem alto nível de segurança. Quatro delas, que produzem vacinas contra a febre aftosa, têm nível NB4, o mais elevado padrão global para vacinas para humanos, permitindo a manipulação até de vírus como o Ebola.

O Sindan ainda destaca que essas vacinas são usadas em imunizações tanto de programas oficiais quanto de doenças específicas. “É importante destacar que tais produtos são fundamentais para o bem estar animal e para a produção de proteínas, segmento no qual o Brasil é líder mundial, garantindo a qualidade e seguranças dos alimentos que chegam ao mercado, tanto no Brasil quanto no exterior”, diz outro trecho da nota.

A entidade afirma que mantém diálogo com instituições como o Butantan para colaborar neste momento e está a disposição para outros esclarecimentos. 
 


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