GT Agrotóxicos analisa projeto de pesquisa para identificar resíduo de agrotóxico na água e comida

Agronegócio

GT Agrotóxicos analisa projeto de pesquisa para identificar resíduo de agrotóxico na água e comida

Um projeto de pesquisa para identificar a presença de resíduos de agrotóxicos  foi apresentado em Ijuí
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Um projeto de pesquisa para identificar a presença de resíduos de agrotóxicos  foi apresentado em Ijuí

Um projeto de pesquisa para identificar a presença de resíduos de agrotóxicos na água, frutas e verduras foi apresentado, nesta quinta-feira (03/11), em Ijuí, durante reunião do Grupo Macrorregional sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde e no Ambiente (GT Agrotóxicos). O projeto de pesquisa Determinação de resíduos de agrotóxicos, exposição ocupacional e danos à saúde humana em trabalhadores rurais foi apresentado, em detalhes, pela coordenadora do projeto e pesquisadora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Eniva Miladi Fernandes Stumm.

De acordo com Eniva, o projeto se propõe a analisar a presença de resíduos de agrotóxicos em amostras de água, frutas e verduras, como laranja, tomate, alface e pimentão, em pontos de vendas localizados nas cidades de Ijuí, Santa Rosa, Santo Ângelo e Cruz Alta. A pesquisa abrangeria 79 municípios gaúchos, do âmbito do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Missões e Fronteira Noroeste. O projeto prevê a participação voluntária de aproximadamente 460 famílias de agricultores, usuários de agrotóxicos. Ainda de acordo com Eniva, as análises bioquímicas seriam feitas no Laboratório de Ensaio Biológico (LEBio), da Unijuí. 

O projeto foi pensado por uma equipe técnica multidisciplinar, formada por profissionais da Unijuí, Cerest, Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e Universidade Federal da Fronteira Sul - campus Cerro Largo. 

A expectativa dos pesquisadores é ver o projeto ?sair do papel?, para tanto, torcem para que ele seja aprovado, na íntegra, pelo Ministério da Saúde. Contudo, a professora da Unijuí, Francesca Werner Ferreira, que também ajudou a elaborar o projeto, não descarta a possibilidade de envolver outras instituições financiadoras, como o Ministério Público Federal do Trabalho. "Mas, antes, o projeto será avaliado pelo Fórum Gaúcho de Combate aos Agrotóxicos, que definirá para onde vamos encaminhá-lo", disse Francesca.
O projeto está orçado em mais de um milhão de reais. 

No dia 08 de dezembro, o GT Agrotóxicos voltará a se reunir. De acordo com a coordenadora do GT, assistente social Iara Kantorski, as entidades que participam do grupo irão avaliar o trabalho realizado durante o ano e projetar metas para o ano de 2017.

Conheça as entidades que fazem parte do GT Agrotóxicos:

9ª, 12ª e 17ª Coordenadorias Regionais de Saúde
Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural (Aipan) / Agenda 21
Associação dos Engenheiros Agrônomos de Ijuí (APAJU) 
Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon)
Cerest da Macrorregião Missioneira
Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Crea/Ijuí)
Diretório Central dos Estudantes (DCE Unijuí)
Câmara Municipal de Vereadores de Ijuí
Companhia Riograndense de Abastecimento (Corsan)
Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Ijuí
Conselho Gestor do Cerest Missões
Coordenadoria Regional de Educação (CRE)
Departamento Municipal de Águas e Saneamento de Ijuí (Demasi)
Emater/RS-Ascar
Federação dos Municipários do Rio Grande do Sul (Famergs)
Instituto Municipal de Ensino Assis Brasil (Imeab)
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
Movimento Pró-Universidade Pública
Polícia Ambiental 
Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ijuí
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ijuí
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Ijuí
Secretaria Municipal da Saúde e Vigilância Ambiental de Ijuí
Secretaria Municipal de Saúde de Selback
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)/Unijuí
Universidade Federal da Fronteira Sul - campus Cerro Largo
Unicruz
Unijuí

 


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