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Leite pode estar contaminado com micotoxinas

Legislação prevê que sejam realizados testes


As chamadas “micotoxinas”, substâncias tóxicas produzidas por fungos, também podem estar presentes no leite. Estas toxinas podem até provocar o surgimento de tumores, quando ingeridas frequentemente e em grande quantidade.
 
Publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a RDC nº 07/11 estabelece os limites máximos tolerados (LMTs) para micotoxinas em alimentos. No caso do leite, o limite máximo tolerado (LMT) de Aflatoxina M1 é de 0.5 ppb.
 
Segundo Alan Castro, farmacêutico e especialista científico na divisão de segurança alimentar da Genese Produtos Diagnósticos, empresa distribuidora de kits, testes para diagnósticos e equipamentos médicos, o leite é um alimento ingerido em alta quantidade e requer um grande cuidado por parte dos fabricantes, além de necessitar um controle dos produtos acabados, conforme preconiza a legislação brasileira.
 
Uma metodologia bastante empregada para a detecção das micotoxinas é o ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), que pode ser utilizada para realização de triagem de amostras e apresenta um custo menor em relação a outras metodologias como, por exemplo, a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), que exige um alto investimento em função de equipamentos, insumos, manutenção e profissionais qualificados.
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