Pesquisas estudam transgenia e genoma da cana
Em 2013, o IBGE prevê uma área recorde da atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares
Monalisa explica que os pesquisadores seguem duas vertentes importantes em cana-de-açúcar. “A primeira, a cana transgênica, todos os grupos estão buscando obtê-la em diferentes características: tolerância à seca, resistência a insetos, aumento do teor de açúcar, entre outros ganhos”, diz.
Segundo ela, hoje, a contribuição para o teor de açúcar nas variedades comerciais de cana-de-açúcar está em um patamar quase estabilizado e os ganhos que existem são normalmente realizados em função das condições edafoclimáticas (maximizar a interação da variedade com o ambiente). "A biotecnologia pode, por meio da transgenia, introduzir genes que aumentem esse teor de açúcar, por exemplo, e por ganhar em produtividade utilizando a mesma área".
Mas a biotecnologia oferece também uma técnica menos polêmica que a transgenia, é o desenvolvimento da seleção assistida - marcadores moleculares. “Essa é a segunda vertente das pesquisas e diz respeito ao estudo do genoma da cana. Esses marcadores são importantes porque escaneiam o DNA da cana e com base nessa análise podemos encontrar regiões que propiciem o aumento da produtividade, do teor de açúcar, direcionando assim com maior eficiência os cruzamentos”, salienta.