Rodada de Negócios promove integração entre produtores e agroindústrias de caprinos e ovinos
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Imagem: Pixabay
PECUÁRIA

Rodada de Negócios promove integração entre produtores e agroindústrias de caprinos e ovinos

A Embrapa participou, nesta terça-feira (8), da abertura da 1ª Rodada de Negócios do programa Rota do Cordeiro
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A Embrapa participou, nesta terça-feira (8), da abertura da 1ª Rodada de Negócios do programa Rota do Cordeiro, voltada para o Polo do Sertão do São Francisco Pernambucano, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, que reuniu 90 participantes, entre produtores rurais, agroindustriais, técnicos e agentes públicos em reunião online, por meio da plataforma Zoom. A Rodada tem como objetivo promover contratos de integração entre produtores de caprinos e ovinos e empresas de processamento, para melhor organização da cadeia produtiva e maior geração de renda aos parceiros integrados.

Entre os dias 8 e 16 de dezembro, a Rodada envolverá os públicos no Sertão do São Francisco Pernambucano e também nos polos Cordeiro Potiguar – Mossoró (RN), Rio das Contas (BA) e Bacia do Jacuípe (BA). Com os contratos de integração, a expectativa é otimizar a capacidade das empresas  de beneficiamento de carnes ovina e caprina, disponibilizar uma oferta de carne certificada em mercados regionais, favorecer a profissionalização do processo de comercialização e melhorar condições de financiamento bancário.

Na abertura da Rodada de Negócios, a Embrapa foi representada por Marco Bomfim, chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), e por Lúcia Helena Kiill, chefe-adjunta de Inovação da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE). “A Rota do Cordeiro tem uma abordagem que traz aliança entre parceiros, inteligência para identificar territórios estratégicos e uma carteira de projetos para fomento qualificado, para aportar recursos onde é necessário. Iniciativas como esta Rodada vêm num momento em que há sinergia grande de instituições voltadas para os territórios da caprinocultura e ovinocultura, com benefícios que poderão trazer um novo momento para essas atividades”, destacou Bomfim.

Bomfim ressaltou ainda que a Embrapa pôde, por meio da Rota do Cordeiro, desenvolver uma linha de atuação que serviu como referência para outras Rotas de Integração do Ministério. Para ele, isso só foi possível graças a um esforço institucional, tendência que continua a se ver nas articulações para programas governamentais que contemplam a produção de caprinos e ovinos, como o AgroNordeste (coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o InovaSocial (Embrapa/BNDES), além da participação da empresa na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos, do Mapa.

O chefe da Embrapa Caprinos é o Coordenador do Comitê Gestor das Rotas de Integração Nacional (Portaria Nº 1097, de 02.11.2020), conforme articulação da Gerência de Relações Institucionais e Governamentais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Grig/Sire) com o MDR e as demais Unidades Descentralizadas que integram as Rotas.

Já a participação de Lúcia Kiill aconteceu em mesa sobre Tecnologia, Capacitação e ATER na Integração, juntamente com representantes do Sebrae e Codevasf. A gestora pontuou algumas ações que a Embrapa Semiárido vem executando para a consolidação e sustentabilidade da cadeia, entre elas, o desenvolvimento de projetos voltados para o cultivo de forrageiras, e também trabalhos que buscam a correta destinação dos resíduos de abatedouros.

Lúcia lembrou ainda do importante trabalho desempenhado pela Embrapa no processo de melhoria na produção da carne, com a caracterização, valoração e divulgação das mantas caprinas e ovinas de Petrolina, consideradas, em 2019, patrimônio imaterial do município e do próprio estado de Pernambuco.

“A Embrapa se coloca à disposição para continuar contribuindo com essa iniciativa no que se refere ao desenvolvimento de inovações, no intuito de trazer maior eficiência à produção animal na região, capacitando também os criadores para adoção de tecnologias”, reforçou a gestora.

Parcerias na integração

Na Rodada de Negócios, atores diversos das atividades da caprinocultura e ovinocultura no Sertão do São Francisco expressaram boa expectativa em firmar contratos que possam trazer benefícios mútuos. Para Cândido Araújo, diretor da Capricom Frigorífico e Consultoria Especializada, de Petrolina (PE), há otimismo neste modelo para gerar melhor profissionalização da atividade produtiva. “Não adianta possuir rebanhos, se o produtor não estiver profissionalizado. Quem produz é a peça mais importante”, afirmou ele.

O diretor ressaltou também que, ao firmar contratos com empresas de processamento locais, é possível gerar benefícios para o desenvolvimento regional. “Vender animais para compradores de fora da região gera uma receita para o produtor, mas nada mais que isso. Já quando essa venda acontece na região e o animal permanece, ganha a loja de ração, ganha a empresa de medicamentos, o produto tem agregação de valor e a economia local fica aquecida”, exemplificou.

A Rodada também teve participação de outros parceiros da Rota do Cordeiro, como Sebrae e Codevasf, que apresentaram os seus projetos em desenvolvimento, como a melhoria genética dos rebanhos, consultorias para cultivo da palma forrageira, além do Polo Sertão do São Francisco, projeto com diversas metas que visa profissionalizar a produção e comercialização da cadeia caprina e ovina, garantindo, assim, melhores oportunidades para os seus integrantes. Também participaram agentes públicos da Sudene, Banco do Nordeste e outras instituições.

Rota do Cordeiro

A Rota do Cordeiro teve início em 2012, por meio de um acordo de cooperação com o então Ministério da Integração Nacional e a Embrapa Caprinos e Ovinos. O objetivo do programa é profissionalizar as atividades da ovinocultura e caprinocultura no Semiárido brasileiro, articulando os subsistemas de produção, processamento e comercialização. A Rota do Cordeiro faz parte do programa Rotas de Integração Nacional, que atua com redes interligadas de arranjos produtivos locais (APLs) para promover inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados.


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