Soja recua em Chicago após reunião entre Trump e Xi
Mercado monitora novas compras chinesas de soja
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Segundo análise feita pela Grão Direto, a soja continuou em queda em Chicago nesta segunda-feira, 28 de setembro, após o rali registrado ao longo da última semana em meio às expectativas sobre a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
A Grainsights, a inteligência de mercado da Grão Direto, informa que o encontro resultou na extensão por dois meses da trégua comercial entre Estados Unidos e China. Às vésperas da reunião, a China também comprou 120 mil toneladas de soja norte-americana.
Na sexta-feira, porém, os grãos recuaram em Chicago. De acordo com a análise, o mercado já havia precificado o encontro e, sem novos compromissos concretos de compra após a reunião, o movimento de queda continuou nesta segunda-feira. No Brasil, o dólar de sexta-feira, cotado a R$ 5,20, amortecia parte dessa correção para o produtor.
Para os próximos movimentos, o levantamento da Grainsights aponta o ritmo das compras chinesas como um dos principais pontos de atenção da semana. Segundo a análise, novos anúncios de aquisições de soja norte-americana podem alterar o comportamento recente dos fundos e do mercado em Chicago.
No Brasil, outro foco está em Mato Grosso. O plantio da safra 2026/27 avança mais lentamente no estado devido à falta de umidade, enquanto o país já alcançou 4,39% da área semeada. A análise da Grainsights indica que as chuvas nas próximas semanas serão importantes para acompanhar uma possível recuperação do ritmo de plantio no estado.
A Grainsights também chama atenção para a diferença entre a safra velha e a nova na curva a termo de Anápolis. Setembro e outubro de 2026 apareciam em R$ 143,97 e R$ 145,29 por saca, respectivamente, enquanto fevereiro e março de 2027 estavam em R$ 126,86 e R$ 127,10.