Os preços do tomate apresentaram movimento descendente em seis dos dez mercados analisados: na Ceasa/PE - Recife o percentual de queda foi de 25,55%, CeasaMinas (25,12%), Ceasgesp - São Paulo (23,69%), Ceasa/RJ - Rio de Janeiro (17,24%), Ceasa/GO - Goiânia (16,25%) e Ceasa/DF - Brasília, o menor decréscimo, 8,61%. Aumentos ocorreram na Ceasa/AC - Rio Branco (21,34%), Ceasa/PR - Curitiba (17,97%), Ceasa/CE - Fortaleza (6,05%) e, por fim, na Ceasa/ES - Vitória (2,17%).
Em junho, os preços começaram o mês com forte tendência de queda, pois os envios aos mercados apresentaram altas expressivas, uma vez que a maturação do produto, de uma maneira geral, apresentava-se acelerada dado o calor que na época se registrava. Na metade do mês, essa oferta diminuiu, justamente em decorrência da queda de temperatura, que reduz o ritmo de maturação e assim o produto permanece por mais tempo nas roças. Foi o que ocorreu no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, para citar como exemplo. Na Ceasa/RJ - Rio de Janeiro, o preço subiu de R$/Kg 2,27 para R$/Kg 2,50 no dia 23/06 e na CeasaMinas - Belo Horizonte esse movimento foi de R$/Kg 1,50 para R$/Kg 1,75 no dia 14, para R$/Kg 2,75 no dia 23 e terminou junho a R$/Kg 2,25.
No cômputo geral do mês, houve majoração da oferta em quase 5%, com os envios de São Paulo aos mercados aumentando consideravelmente (cerca de 20%) e compensando alguns decréscimos de oferta, como do Paraná que registrou o percentual de 46% de queda. Isso explica o aumento significativo de preço na Ceasa/PR - Curitiba citado acima. Outro aumento expressivo nas cotações, na Ceasa/AC - Rio Branco, pode ser explicado pela dependência desse mercado ao tomate mineiro, que participou em junho com mais de 80% da comercialização na Ceasa.
Comportamento dos Preços no 1º Decêndio de Julho/21
Ao que tudo indica, com a temperatura em queda na maior parte das áreas produtoras, que são dispersas, a maturação da safra de inverno ficará mais lenta, dando, inclusive, possibilidade ao produtor de segurar seu produto, escalonando a oferta, a fim de auferir ganhos. Com a alta dos preços e com maturação lenta o aparecimento de tomates ainda verdes é frequente, uma vez que se apressa a colheita para aproveitar os níveis compensadores de preços. No início de julho, verifica-se continuação da tendência de alta de preços, iniciada, como mencionado anteriormente, em meados de junho. Desta forma, na Ceagesp - São Paulo o preço no dia 05/06 atingiu R$/Kg 4,57, maior marca de junho e julho.
Esse movimento de alta se registra na maioria dos mercados, quando comparado com o início de junho.
dados Boletim Hortigranjeiro Conab