Cotação do milho perde força em Chicago
Cotação internacional do milho registrou recuo ao longo da semana
Foto: Pixabay
A cotação internacional do milho registrou recuo ao longo da semana, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (9) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 3 a 9 de abril. Na Bolsa de Chicago, o primeiro contrato do cereal encerrou o pregão de quinta-feira cotado a US$ 4,44 por bushel, ante US$ 4,52 registrados uma semana antes.
De acordo com a Ceema, o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em 9 de abril manteve inalteradas as estimativas de produção e estoques finais para os Estados Unidos em relação aos números apresentados em março. “O relatório de oferta e demanda, anunciado no dia 09/04, apontou manteve os números de março para a produção e estoques finais dos EUA”, informou a entidade.
No cenário global, o relatório apresentou ajuste para cima na produção mundial do cereal. Segundo a Ceema, a estimativa atual indica produção de 1,301 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais foram projetados em 294,8 milhões de toneladas.
As projeções para a produção na Argentina foram fixadas em 52 milhões de toneladas, volume considerado inferior às estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário. Para o Brasil, o USDA manteve a projeção de 132 milhões de toneladas para a safra 2025/26. No ciclo anterior, a colheita brasileira foi estimada em 136 milhões de toneladas.
No comércio exterior, os embarques de milho dos Estados Unidos na semana encerrada em 2 de abril somaram 2 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial alcança 48,5 milhões de toneladas, o que representa aumento de 36% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Enquanto isso, a colheita de milho na Argentina para a safra 2025/26 deverá alcançar 67 milhões de toneladas, segundo a análise da Ceema, volume que pode representar um recorde histórico para o país.