Milho ignora pressão externa e surpreende na B3
Na B3, o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,17
Na B3, o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,17 - Foto: USDA
O mercado de milho apresentou comportamento divergente ao longo da semana, com movimentos distintos entre as referências internas e externas de preços. As oscilações refletiram fatores climáticos, andamento da safra e dinâmica de oferta e demanda nos principais estados produtores.
Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos futuros do milho negociados na B3 encerraram a semana em alta, mesmo diante da queda observada em indicadores importantes como o dólar, Chicago e a média Cepea. O movimento positivo foi influenciado por incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safrinha, especialmente diante de atrasos no plantio e questionamentos sobre a produtividade.
Na B3, o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,17, enquanto julho atingiu R$ 71,32 e setembro R$ 71,86, todos com ganhos no dia e no acumulado semanal. O cenário contrasta com o ambiente externo mais pressionado.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negociações pontuais. A colheita avança de forma desigual, atingindo 73% da área, com produtividade variando conforme as condições hídricas. Algumas regiões registram perdas pontuais, enquanto áreas irrigadas apresentam desempenho superior.
Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo o desalinhamento entre preços pedidos e ofertados. As negociações permanecem limitadas, com vendedores pedindo cerca de R$ 75,00 por saca e compradores ofertando valores próximos de R$ 65,00.
No Paraná, o mercado também segue travado, com baixa fluidez e diferenças entre preços de venda e compra. A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto o plantio da safrinha avança fora da janela ideal em parte das áreas, mantendo cautela quanto ao potencial produtivo.
Em Mato Grosso do Sul, apesar de uma leve recuperação nos preços, o mercado continua com negociações restritas. A demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar as cotações, mas o elevado volume disponível ainda limita avanços mais consistentes.