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Exportações de algodão seguem em alta

Brasil lidera exportação mundial de algodão em 2026


Foto: Canva

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão divulgou nesta terça-feira (14) o relatório de abril da safra 2025/2026 e revisou para baixo a produção de pluma no Brasil. A entidade estima volume de 3,82 milhões de toneladas, queda de 10% em relação ao ciclo anterior. A área plantada foi projetada em 2,05 milhões de hectares, retração de 5,5% na comparação com a safra 2024/2025.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, a semeadura já foi finalizada em todas as regiões produtoras, e cerca de 70% das lavouras estão na fase de formação de maçãs. A entidade informa que as condições climáticas adversas elevam o alerta para a disponibilidade hídrica no sul de Mato Grosso, enquanto na Bahia há registros de perdas pontuais, sem impacto generalizado na expectativa de rendimento.

No mercado externo, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de algodão. Em março de 2026, foram embarcadas 347,8 mil toneladas de pluma, alta de 45,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com receita de US$ 530,1 milhões. A China liderou como principal destino, com 29% dos embarques ou 672,6 mil toneladas importadas, seguida por Índia, com 131,4 mil toneladas, e Bangladesh, com 75,4 mil toneladas.

No acumulado do ano comercial, de agosto de 2025 a março de 2026, o país exportou 2,34 milhões de toneladas, avanço de 9,2%, com receita de US$ 3,67 bilhões. A projeção da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão para o ciclo completo é de 3,15 milhões de toneladas exportadas, alta de 11,1%, mantendo o Brasil na liderança global.

A balança comercial do algodão registrou saldo de US$ 3,67 bilhões no período, com leve recuo de 1,6% na comparação anual. Em Nova York, o contrato com vencimento em maio de 2026 encerrou o mês cotado em 70,0 centavos de dólar por libra-peso, alta de 8,4% no mês. A produção global de algodão deve crescer 2,1%, alcançando 26,53 milhões de toneladas, enquanto o consumo apresenta leve retração.

Do ponto de vista de oferta e demanda, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão projeta aumento dos estoques finais, que podem atingir 880 mil toneladas até julho de 2026, crescimento de 381 mil toneladas em relação ao ano anterior.

Na indústria, o setor têxtil e de confecções reúne 25,5 mil empresas, com 1,31 milhão de empregos e faturamento de R$ 221 bilhões. As exportações do segmento recuaram 4,0% entre janeiro e março de 2026, enquanto as importações de vestuário avançaram 39,6% no mesmo período.

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