Clima e custos pressionam mercado de milho
Demanda externa mantém interesse por milho
Foto: Pixabay
A análise “Direto do Campo”, divulgada nesta segunda-feira (30) pela Grão Direto e produzida pela Grainsights, aponta que o mercado de milho deve acompanhar nesta semana os riscos climáticos que podem afetar a segunda safra no Centro-Sul do Brasil. Segundo o relatório, a chegada de uma onda de calor na região pode pressionar lavouras semeadas tardiamente, sobretudo nos estados de Paraná e São Paulo. “Safrinha em foco. A perspectiva para esta semana é de um mercado de milho atento aos riscos climáticos da safrinha, especialmente com a chegada da onda de calor extrema no Centro-Sul.” O documento destaca que “áreas plantadas tardiamente no Paraná e em São Paulo podem sofrer com a evapotranspiração acelerada, exigindo chuvas complementares para evitar perdas de produtividade”. Ainda conforme a análise, “se o tempo seco persistir, poderemos observar um aumento na volatilidade dos contratos de julho e setembro na B3, refletindo o prêmio de risco das lavouras”.
A análise também destaca que a demanda externa pelo cereal brasileiro permanece elevada em março. De acordo com o relatório, projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais indicam embarques recordes no período. “Exportação de milho. A demanda externa pelo cereal brasileiro permanece robusta para o mês de março, com projeções da Anec indicando embarques recordes.” O documento acrescenta que “a competitividade do grão nacional frente à safra argentina — prejudicada pela estiagem em fevereiro — deve manter o interesse das tradings ativo”. A análise recomenda atenção aos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. “O produtor deve monitorar os dados de inspeção semanal de exportação do USDA, divulgados nesta segunda-feira, para entender o apetite do mercado global.”
Outro ponto destacado no relatório é a dinâmica dos custos de produção, especialmente em relação aos insumos agrícolas. Segundo a análise, o governo acompanha o abastecimento de fertilizantes em meio aos impactos da guerra sobre a logística internacional. “Dinâmica dos preços. Por fim, a dinâmica dos custos de insumos continuará no radar, com o governo monitorando o abastecimento de fertilizantes diante dos impactos da guerra na logística internacional.” O documento acrescenta que “a necessidade de garantir nutrição para as áreas de safrinha já estabelecidas pode gerar novas disputas por fretes rodoviários, especialmente se o preço do diesel voltar a oscilar”. A análise conclui que “estratégias de hedge são fundamentais neste momento para proteger a rentabilidade contra a alta dos insumos nitrogenados”.
O relatório também aborda o cenário macroeconômico recente, marcado pela desvalorização do dólar frente ao real na última semana. Segundo a análise, o movimento ocorreu após os Estados Unidos sinalizarem moderação nas tensões com o Irã, o que contribuiu para a queda do preço do petróleo Brent para níveis abaixo de US$ 100 por barril. No cenário doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária indicou que o Banco Central do Brasil segue monitorando a desaceleração econômica e as incertezas externas, mantendo indefinidos os próximos passos para a taxa Selic. A análise orienta que o produtor acompanhe as oscilações do mercado e os custos de produção. “É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção. Acompanhe as cotações pela Grão Direto e, ao identificar um valor alinhado à sua margem sustentável, aproveite para comercializar digitalmente seus grãos com segurança e agilidade!”