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Cenário econômico combina incertezas e alívio

As contas públicas seguiram pressionadas


As contas públicas seguiram pressionadas As contas públicas seguiram pressionadas - Foto: Pixabay

O cenário econômico recente tem sido marcado por um ambiente de incertezas combinadas, que envolvem fatores externos e domésticos, com reflexos diretos sobre câmbio, inflação, atividade e contas públicas. Segundo análise do Rabobank, esse contexto inclui riscos tarifários e geopolíticos somados às incertezas fiscais e políticas internas.

Na última semana, o dólar encerrou cotado a R$ 5,4250, o que representou uma depreciação de 2,14% do real frente à moeda americana, o melhor desempenho semanal dentro de uma cesta de 24 moedas emergentes. O movimento foi influenciado pelo elevado diferencial de juros entre o mercado local e o externo, além do enfraquecimento global do dólar. A projeção é de que a moeda norte-americana termine o ano em R$ 5,60.

No campo inflacionário, o IPCA-15 registrou alta de 0,25% em dezembro, resultado em linha com as expectativas do mercado. Com isso, o indicador encerrou 2025 com avanço acumulado de 4,4%, abaixo do registrado no ano anterior e dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Já o IGP-M apresentou recuo de 0,01% em dezembro e fechou o ano com variação negativa de 1,1%, refletindo o alívio nos preços das matérias-primas. A combinação de uma safra agrícola favorável e de uma atividade econômica global mais fraca contribuiu para a queda do IPA, que acumulou recuo de 3,3% no ano.

As contas públicas seguiram pressionadas. Em outubro, o Governo Central registrou déficit de R$ 20,2 bilhões, mantendo o resultado negativo. Por outro lado, a arrecadação federal manteve ritmo de crescimento e alcançou R$ 226,8 bilhões em novembro, o que corresponde a uma alta real de 3,8% na comparação anual.

No mercado de trabalho, a criação líquida de 85,9 mil vagas formais em novembro veio dentro das expectativas, após o resultado negativo observado em outubro. A taxa de desemprego atingiu novo mínimo histórico, ao recuar para 5,2%, abaixo das projeções.

A agenda econômica doméstica tem como principal destaque a divulgação do IPCA de dezembro, além dos dados da balança comercial e da produção industrial. Na América Latina, estão previstos indicadores relevantes de Colômbia, Chile e Peru, incluindo inflação, comércio exterior e decisão de juros.
 

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