Soja: Alta em Chicago ignora dado fraco de exportação
O contrato março avançou 1,18 por cento, ou 13,25 cents por bushel
O contrato março avançou 1,18 por cento, ou 13,25 cents por bushel - Foto: Pixabay
A soja encerrou a quarta-feira em alta na Bolsa de Chicago, mesmo diante de números fracos nas exportações semanais dos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo foi sustentado por fatores técnicos e por expectativas em torno do cenário internacional.
O contrato março avançou 1,18 por cento, ou 13,25 cents por bushel, fechando a 1137,25 cents. O vencimento maio subiu 1,12 por cento, ou 12,75 cents, a 1152,25 cents por bushel. Entre os derivados, o farelo março teve alta de 1,62 por cento, a 307,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo março avançou 0,86 por cento, a 57,5 cents por libra-peso.
O mercado encontrou suporte em compras técnicas por parte de fundos e no otimismo em relação à diplomacia entre Estados Unidos e China. A possibilidade de um encontro entre os presidentes dos dois países em abril teve mais peso nas negociações do que o relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que registrou vendas de apenas 281,8 mil toneladas, o pior desempenho do atual ano comercial.
Operadores também acompanham o calendário de feriados na próxima semana no Brasil, na Argentina e na China, o que pode reduzir o ritmo dos negócios. Outro fator de sustentação veio do clima no Mato Grosso, onde o excesso de chuvas ameaça a qualidade das lavouras prontas para a colheita.
No Brasil, a Conab elevou a estimativa da safra para 177,99 milhões de toneladas, aproximando-se das 180 milhões projetadas pelo órgão norte-americano, o que mantém o cenário de ampla oferta no radar do mercado.