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RS registra perdas em florestas de eucalipto

RS registra perdas em florestas de eucalipto


Foto: Pixabay

O cultivo de eucalipto no Rio Grande do Sul apresenta variações de produtividade e manejo, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (12). Na região administrativa de Lajeado, as condições climáticas de temperaturas elevadas e baixa precipitação têm favorecido o desenvolvimento das florestas, mas a produtividade segue abaixo do potencial genético das mudas. “Em muitos casos, não foi feita análise do solo adequada a cada novo plantio, resultando em produtividades subótimas”, informa o relatório.

Ainda segundo o levantamento, parte das propriedades não realiza o manejo das florestas a partir do segundo ou terceiro ano de implantação, limitando-se ao controle de formigas e à limpeza das mudas. “Faltam práticas importantes, como raleio de plantas próximas, desgalho e supressão de árvores finas, secas ou tortas”, destaca o texto. A baixa rentabilidade é apontada como principal motivo para a redução dos investimentos. Na região, os preços giram em torno de R$ 36,00 por estéreo nas áreas mais altas e cerca de R$ 95,00 por estéreo à beira das estradas, enquanto em áreas mais próximas aos centros consumidores o valor pode chegar a R$ 120,00 por estéreo.

O informativo também aponta impactos de eventos climáticos recentes. “As florestas locais também enfrentam um cenário delicado devido aos eventos de cheias, que ocasionaram perdas significativas de cobertura vegetal”, registra o documento, com destaque para áreas ciliares e de encosta. Iniciativas de recomposição têm sido realizadas por organizações, mas ainda enfrentam limitações. “Muitas dessas ações ainda ocorrem sem uma organização mais estruturada e se baseiam apenas na implantação de mudas florestais”, informa o relatório, ao observar que a falta de preparação do terreno compromete os resultados. Outro entrave citado é a oferta reduzida de espécies nativas nos viveiros, que priorizam mudas com maior interesse econômico.

Na região administrativa de Santa Maria, o cenário é distinto. Apesar das chuvas irregulares, as áreas implantadas na última temporada não registraram impactos. “Seguem os tratos culturais, como realização de capinas e roçadas para controle de inços, monitoramento e combate a formigas cortadeiras”, aponta o informativo. A oferta reduzida, principalmente de toras, tem contribuído para a elevação dos preços. O documento também destaca que a expansão de cultivos agrícolas tem reduzido áreas anteriormente destinadas à silvicultura de eucalipto.

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