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Como será o clima em abril?

Norte e Nordeste podem ter chuva acima da média


Foto: Pixabay

A previsão climática para abril de 2026 indica volumes de chuva acima da média em áreas das regiões Norte e Nordeste do país, enquanto outras regiões devem registrar precipitações abaixo do padrão histórico. As informações foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia em seu prognóstico mensal.

De acordo com o instituto, as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional, com maior destaque para a porção centro-sul do país. O relatório aponta que, em diferentes regiões, a combinação entre chuva e temperatura poderá influenciar diretamente as condições de solo e o desenvolvimento das lavouras.

Na Região Norte, a previsão indica volumes de chuva até 50 milímetros acima da média no leste e noroeste do Pará, no extremo oeste do Amazonas, no centro-norte de Rondônia, no extremo oeste do Acre e no norte do Tocantins. Em contrapartida, o prognóstico aponta precipitações abaixo da média no centro-norte do Amazonas e em praticamente todo o território de Roraima e Amapá. Nas demais áreas da região, os volumes devem permanecer próximos da média climatológica.

Para a Região Nordeste, a previsão indica chuva até 50 milímetros acima da média em praticamente todos os estados. O destaque fica para o norte de Maranhão, Piauí e Ceará, onde os volumes podem alcançar até 75 milímetros acima da média histórica de abril. Já na Bahia, a tendência é de precipitações próximas da climatologia.

Na Região Centro-Oeste, o prognóstico aponta chuva abaixo da média no centro-sul de Goiás, no oeste e nordeste de Mato Grosso e no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os volumes devem permanecer próximos da média histórica do mês.

Para a Região Sudeste, a previsão indica predominância de chuva dentro da média climatológica em todos os estados. Pontualmente, a costa do Rio de Janeiro e áreas do São Paulo podem registrar volumes acima da média.

Na Região Sul, a tendência é de chuva acima da média no leste do Paraná e de Santa Catarina, enquanto o centro-sul do Rio Grande do Sul deve apresentar volumes abaixo da média. Nas demais áreas, os acumulados devem permanecer próximos da climatologia de abril.

Em relação às temperaturas, o INMET prevê predomínio de valores próximos à média histórica na Região Norte, com exceções no Acre, onde as temperaturas podem ficar até 1 °C acima da média, e também em áreas do Amazonas, Pará e Roraima, com elevação de até 0,6 °C.

Na Região Nordeste, as temperaturas podem ficar até 1 °C acima da média em grande parte da Bahia, Pernambuco e na área conhecida como MATOPIBA. Nas demais áreas da região, os valores devem permanecer próximos da média.

No Centro-Oeste, o prognóstico aponta temperaturas médias até 1,5 °C acima da climatologia em Mato Grosso do Sul, com valores também elevados em grande parte de Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso.

Para o Sudeste, a tendência é de temperaturas até 1 °C acima da média em Minas Gerais, com destaque para São Paulo, onde os valores podem superar esse patamar. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os índices devem permanecer próximos da média climatológica.

Na Região Sul, a previsão indica temperaturas acima da média na maior parte dos estados, principalmente no Paraná. Já na costa da região e na porção sul do Rio Grande do Sul, os valores devem ficar próximos do padrão histórico.

Segundo o prognóstico do INMET, as condições climáticas previstas para abril podem influenciar diretamente o desenvolvimento das atividades agropecuárias. No Norte, a combinação de chuvas próximas ou acima da média com temperaturas dentro do padrão histórico tende a favorecer a manutenção da umidade do solo, beneficiando culturas de segunda safra, como o milho, além de lavouras perenes e pastagens.

No Nordeste, as chuvas dentro ou acima da média, associadas a temperaturas elevadas, devem contribuir para a manutenção da umidade do solo em parte da região, favorecendo lavouras de segunda safra, fruticultura e pastagens. No entanto, áreas do oeste da Bahia e do centro do Maranhão podem enfrentar redução da água disponível no solo devido à previsão de chuva abaixo da média combinada com temperaturas mais altas.

No Centro-Oeste, o cenário de chuvas próximas ou abaixo da média e temperaturas elevadas tende a reduzir os níveis de umidade do solo, podendo provocar déficit hídrico. Essas condições podem afetar o desenvolvimento do milho segunda safra e limitar a recuperação das pastagens, embora a diminuição das chuvas possa favorecer a colheita do arroz irrigado.

No Sudeste, as precipitações dentro da média, combinadas com temperaturas mais altas, tendem a manter níveis adequados de umidade no solo, favorecendo culturas de segunda safra e o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Já em áreas do leste de Minas Gerais e do oeste de São Paulo, chuvas abaixo da média podem reduzir a disponibilidade de água no solo e exigir maior atenção às lavouras.

No Sul, volumes de chuva dentro ou ligeiramente abaixo da média, associados a temperaturas dentro ou acima do padrão histórico, podem aumentar a evapotranspiração e reduzir a umidade do solo, cenário que pode afetar o milho segunda safra, o estabelecimento das culturas de inverno e a recuperação das pastagens.

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