Megainvestimento redefine produção química na Ásia
A inauguração ocorre em um contexto de instabilidade no setor petroquímico asiático
A inauguração ocorre em um contexto de instabilidade no setor petroquímico asiático - Foto: Divulgação
A BASF inaugurou um complexo industrial na província de Guangdong, no sul da China, após investir cerca de 8,7 mil milhões de euros, no que representa o maior investimento da empresa no estrangeiro.
Segundo a agência oficial Xinhua, trata-se também do maior projeto de propriedade integral de uma empresa alemã no país, sem parceria local. O complexo está localizado na cidade de Zhanjiang, ocupa cerca de quatro quilómetros quadrados e segue o modelo Verbund, que integra produção, plataformas de mercado e tecnologias.
A unidade já conta com até 32 linhas de produção em funcionamento, responsáveis por mais de 70 produtos, incluindo químicos básicos e intermédios, além de soluções voltadas a setores como transportes, eletrónica, bens de consumo e cuidados pessoais.
A BASF havia indicado que a conclusão total do complexo está prevista para 2030, com investimento estimado em cerca de 10 mil milhões de euros. O conselheiro executivo Markus Kamieth afirmou recentemente que o projeto deve ter impacto negativo nos resultados em 2026 devido aos custos iniciais, mas com expectativa de lucro a partir de 2027.
A inauguração ocorre em um contexto de instabilidade no setor petroquímico asiático, influenciado por tensões no Médio Oriente que afetam o fornecimento de petróleo e nafta. Analistas citados pela Bloomberg avaliam que a unidade tem vantagem por operar com diferentes matérias-primas, como o butano proveniente do Canadá.
A BASF mantém outras unidades relevantes em Xangai, Nanjing e Chongqing, somando cerca de 13 mil trabalhadores e vendas de 8,6 mil milhões de euros em 2024. Ainda assim, a empresa avalia que sua presença precisa crescer diante da expectativa de que a Ásia concentre até 70% do mercado global de químicos até 2030.