Virada no milho agita negócios e chama atenção
Na B3, os principais vencimentos fecharam em alta nesta quarta-feira
Na B3, os principais vencimentos fecharam em alta nesta quarta-feira - Foto: Divulgação
O mercado de milho apresentou valorização nos contratos futuros e sinais de firmeza em diferentes regiões do país, influenciado por fatores externos e pela dinâmica interna de oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço das cotações foi impulsionado pela alta do dólar, pela valorização em Chicago e pela revisão positiva nas expectativas de exportação.
Na B3, os principais vencimentos fecharam em alta nesta quarta-feira, refletindo maior competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. A Anec elevou novamente a projeção de exportações para março, com aumento de 8,30% em relação à semana anterior e avanço anual de 83,11% na demanda. O contrato para maio de 2026 encerrou a R$ 72,50, enquanto julho ficou em R$ 70,80 e setembro em R$ 71,38, todos com ganhos no dia.
No mercado interno, o comportamento segue marcado por baixa liquidez e negociações pontuais. No Rio Grande do Sul, a menor disponibilidade imediata sustentou leve alta nos preços, com média estadual em R$ 57,96 por saca. Em Santa Catarina, o descompasso entre pedidas e ofertas continua limitando os negócios, mesmo com restrição de oferta em algumas regiões.
No Paraná, o cenário também é de cautela, com negociações seletivas e diferenças entre preços de vendedores e compradores. A colheita da primeira safra avança e amplia gradualmente a oferta, enquanto a segunda safra enfrenta desafios climáticos, como irregularidade de chuvas e baixa umidade do solo.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações mostram recuperação após quedas recentes, apoiadas pela demanda do setor de bioenergia, embora o mercado ainda opere com baixa liquidez e sem mudanças estruturais mais amplas.