Grãos começam o dia sob pressão
No trigo, os contratos em Chicago operam em leve queda
No trigo, os contratos em Chicago operam em leve queda - Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados e influenciados por fatores externos e fundamentos de oferta e demanda. De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário desta sexta-feira reflete oscilações nos preços internacionais e impactos de variáveis como clima, geopolítica e estoques globais.
No trigo, os contratos em Chicago operam em leve queda, após atingirem os menores níveis desde o início de março no pregão anterior. O relatório WASDE de abril indicou aumento de 6,1 milhões de toneladas nos estoques globais, que chegaram a 283,12 milhões, impulsionados por maiores colheitas na Europa e Rússia e menor consumo na Índia. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e no Rio Grande do Sul, acompanhando a valorização em dólar.
A soja apresenta estabilidade, com leve pressão de baixa devido à realização de lucros por fundos. O suporte vem do mercado de farelo, que registra alta superior a 1% e demanda aquecida, especialmente diante da redução da oferta argentina. O contexto energético, com o petróleo próximo de US$ 100 por barril, também contribui para sustentar o complexo de oleaginosas, ainda que a demanda internacional pelo grão siga fraca, com a China pouco ativa. Na América do Sul, os prêmios de exportação mostram fortalecimento, refletindo oferta mais restrita no mercado físico.
Já o milho opera em leve baixa em Chicago, influenciado pela expectativa de condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. A redução das áreas afetadas por seca, conforme dados do USDA, reforça essa perspectiva. Por outro lado, o crescimento nas exportações americanas pode limitar quedas mais acentuadas. No Brasil, os preços futuros e físicos acompanham o movimento de recuo.