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Óleos vegetais oscilam à espera de dados oficiais

O contrato de março do óleo de soja recuou 0,9% na semana


O contrato de março do óleo de soja recuou 0,9% na semana O contrato de março do óleo de soja recuou 0,9% na semana - Foto: Pixabay

Os mercados de óleos vegetais apresentaram desempenho misto ao longo da última semana, refletindo a ausência de novos fatores estruturais e a expectativa pelos próximos dados oficiais. Segundo a StoneX, os futuros do óleo de soja encerraram o período em queda, enquanto o óleo de palma manteve trajetória de valorização, sustentado por fatores regionais de oferta e câmbio.

O contrato de março do óleo de soja recuou 0,9% na semana, sendo precificado a US¢ 53,5 por libra-peso. Sem mudanças relevantes nos fundamentos do mercado, o movimento foi influenciado principalmente por realizações de lucros, além das altas observadas nos preços do petróleo Brent e do Heating Oil. Apesar da desvalorização do óleo vegetal, os contratos futuros de diesel encerraram a sexta-feira nos maiores níveis desde setembro do ano passado, o que limitou perdas mais acentuadas.

Na manhã de segunda-feira (2), o contrato de março do óleo de soja voltou a operar em baixa, sendo negociado a US¢ 52,91 por libra-peso, queda de 1,12% até as 11h. A atenção do mercado se volta para a divulgação, prevista para a tarde, dos dados de esmagamento, produção, consumo e estoques de óleo de soja nos Estados Unidos pelo USDA, números que podem provocar novas oscilações nos preços.

Em sentido oposto, o óleo de palma manteve o viés positivo. O contrato com vencimento em abril fechou a sexta-feira cotado a USD 1.073,6 por tonelada, alta de 2,7% na semana, marcando o quarto avanço consecutivo e o maior patamar desde novembro de 2025. O movimento foi sustentado pelas perspectivas de aumento das exportações, projeções de menor produção na Malásia e preocupações relacionadas às tomadas de terras na Indonésia. A desvalorização do dólar frente ao ringgit malaio, que acumula queda de 2,77% em 2026, também contribuiu para encarecer os preços para investidores internacionais e reduzir a competitividade dos contratos de CPO. Nesta segunda-feira, as negociações do óleo de palma estão suspensas devido a feriado nacional na Malásia.
 

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