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Embarques de algodão recuam 23,8% em janeiro

China lidera compras de algodão do Brasil


Foto: Canva

Os embarques brasileiros de algodão totalizaram US$ 489,1 milhões em janeiro de 2026, com 316,9 mil toneladas exportadas, conforme dados divulgados na quinta-feira (5) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na comparação com janeiro de 2025, o volume embarcado recuou 23,8% e a receita apresentou queda de 31,2%.

Apesar da retração no comparativo anual, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) avalia que o ritmo da safra permanece consistente. “Nós estamos acostumados com recordes, mas 317 mil toneladas, historicamente, dentro de um mês, é um ótimo número. Está acima da média e perto dos maiores meses de exportação do Brasil”, afirmou o presidente da entidade, Dawid Wajs, em referência ao volume exportado no período.

No ranking das exportações totais do país, o algodão ocupou a 14ª posição em janeiro, com participação de 1,94%, segundo a Secex/MDIC. Dentro do setor agropecuário, o produto ficou na quarta colocação, respondendo por 12,6% do total exportado pelo segmento.

Na leitura por ano-safra, adotada pela Anea de julho de um ano a junho do ano seguinte, o desempenho segue em patamar superior ao da temporada anterior. “Quando comparamos os volumes médios, a safra 24/25 teve 240 mil toneladas exportadas por mês. Já de julho de 2025 até janeiro de 2026 estamos com média de 264 mil toneladas mensais. No mesmo período da safra anterior eram 257 mil. Ou seja, seguimos num ritmo acima”, disse Wajs. De acordo com ele, mantida essa média, o país pode encerrar a temporada com cerca de 3,2 milhões de toneladas exportadas, em linha com as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Continuamos confiantes, apesar do desafio com a Índia. Precisamos manter o ritmo e seguir atentos aos mercados, entendendo onde devemos nos posicionar melhor”, acrescentou.

Entre os destinos, a China liderou as compras no mês, concentrando 36% dos embarques brasileiros, após um período de retração e reintensificação das aquisições em dezembro. Para o presidente da Anea, o desempenho chinês foi um dos pontos de destaque do período. “Quando comparamos a China com o ano passado, ela aumentou 45 mil toneladas em janeiro contra janeiro, e continua mantendo um ritmo bom de importação”, afirmou.

A Índia, por sua vez, importou seis mil toneladas em janeiro. Em 2025, o país figurou entre os principais destinos do algodão brasileiro, com 252,3 mil toneladas adquiridas ao longo do ano, impulsionado por um regime tarifário especial que previa isenção para as importações do produto até 31 de dezembro. A redução dos embarques para o mercado indiano neste início de ano reflete o encerramento do benefício.

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