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RS colhe 73% da área de milho na safra

Produtividade do milho varia entre regiões


Foto: Pixabay

A colheita do milho alcança 73% da área cultivada no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, os resultados são considerados satisfatórios na média, embora haja diferenças regionais relacionadas às condições hídricas registradas ao longo do ciclo da cultura.

Conforme o informativo, 14% das lavouras estão em fase de maturação e outros 13% permanecem em estádios anteriores de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar destaca que essas áreas “têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias”.

O avanço da colheita ocorre de forma desigual em diferentes regiões do estado. Segundo o relatório, esse ritmo é influenciado pela umidade dos grãos e pela ocorrência de chuvas recentes, que em alguns locais retardam a perda natural de umidade e dificultam a circulação de máquinas nas lavouras.

A produtividade também reflete o comportamento climático ao longo da safra. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas que registraram regularidade hídrica e adotaram manejo adequado apresentam os melhores resultados, enquanto regiões que enfrentaram restrição de água em fases críticas do desenvolvimento da cultura tiveram perdas parciais.

As áreas ainda não colhidas correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha, que apresentam desenvolvimento heterogêneo. O relatório aponta que essa condição está associada à irregularidade das chuvas ocorridas em janeiro e fevereiro, além das diferenças entre ambientes produtivos.

A instituição estima que a área cultivada com milho no estado nesta safra seja de 803.019 hectares, com produtividade média projetada em 7.424 quilos por hectare.

No aspecto fitossanitário, o informativo registra a presença da cigarrinha-do-milho em lavouras do estado. A ocorrência tem intensidade variável e, segundo a Emater/RS-Ascar, não há registros generalizados de danos severos nesta fase final da cultura.

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