Cooperativa amplia presença na soja no PR
A estrutura conta com área total de 58,08 hectares
A estrutura conta com área total de 58,08 hectares - Foto: Seane Lennon
A ampliação da capacidade de processamento de grãos no Paraná deve ganhar um novo capítulo com a mudança de controle de uma importante unidade industrial em Ponta Grossa. A operação envolve uma esmagadora de soja com capacidade para processar 3,4 mil toneladas por dia e reforça o movimento de verticalização na cadeia produtiva.
A Frísia Cooperativa Agroindustrial, sediada em Carambeí, anunciou a assinatura do contrato para aquisição da planta, atualmente pertencente à multinacional Louis Dreyfus Company. A estrutura conta com área total de 58,08 hectares e inclui recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos com capacidade estática de 300 mil toneladas, além de setores de preparação da soja, extração de óleo e farelo, degomagem, envase de lecitina e refinaria. Os colaboradores que já atuam na unidade serão mantidos.
Segundo o superintendente da Frísia, Mario Dykstra, a incorporação da unidade está alinhada ao planejamento estratégico da cooperativa para o ciclo 2025-2030, com foco na verticalização, ganho de eficiência e fortalecimento da competitividade. A planta terá como principal produto o óleo de soja degomado, direcionado principalmente à fabricação de biocombustíveis. Também produzirá farelo para o mercado interno e exportação, além de lecitina e casca de soja, destinadas às indústrias de alimentos e nutrição animal.
“A aquisição dessa unidade industrial representa um avanço significativo para o cooperativismo paranaense, agregando valor para seus cooperados e impulsionando o desenvolvimento regional. A verticalização da produção, viabilizada por essa unidade, é um pilar fundamental do nosso Planejamento Estratégico para o ciclo 2025-2030. Ao integrarmos etapas produtivas, desde o recebimento da matéria-prima até a industrialização e comercialização dos derivados, ampliamos nossa eficiência, fortalecemos a competitividade e garantimos maior autonomia para enfrentar os desafios do mercado”, destaca.