Soja recua em Chicago com pressão do setor de energia
O contrato da soja para março fechou o dia com queda de 0,38%
O contrato da soja para março fechou o dia com queda de 0,38% - Foto: Ivan Bueno/APPA
O mercado internacional da soja encerrou a sessão com preços mais baixos na Bolsa de Chicago, refletindo um ambiente de pressão vindo de fatores externos e da perspectiva de ampla oferta global. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado principalmente pelo desempenho negativo do setor de energia e por sinais favoráveis das safras da América do Sul.
O contrato da soja para março fechou o dia com queda de 0,38%, cotado a 1.060,25 centavos de dólar por bushel, enquanto o vencimento de maio recuou 0,42%, encerrando a 1.072,50 centavos. No mercado de derivados, o farelo de soja para março apresentou leve alta de 0,31%, alcançando 294,5 dólares por tonelada curta. Já o óleo de soja seguiu a tendência do grão e registrou baixa de 0,58%, sendo negociado a 53,2 centavos de dólar por libra-peso.
A retração das cotações esteve ligada, sobretudo, à forte queda observada nos preços do petróleo, que acabou se refletindo nos mercados agrícolas. Como milho e soja são matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, a desvalorização da energia reduz a atratividade desses produtos e pressiona os preços futuros dos grãos.
No cenário sul-americano, o avanço da colheita brasileira também contribuiu para o viés negativo. Estimativas indicam que cerca de 10% da área já foi colhida, ao mesmo tempo em que consultorias revisaram para cima suas projeções de produção no país, reforçando a expectativa de oferta elevada. Na Argentina, apesar da redução na proporção de lavouras classificadas como boas ou excelentes, o índice ainda permanece acima do registrado no ciclo anterior. O registro de chuvas recentes no país ajudou a sustentar a visão de uma safra robusta, consolidando a percepção de grande disponibilidade de soja na região.