Formação de profissionais fortalece a sanidade da produção agrícola em Minas
Controle e circulação de produtos vegetais
Foto: Pixabay
Para fortalecer o controle fitossanitário da produção agrícola em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) firmou, na última quinta-feira (19/3), um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA). A iniciativa tem como foco a habilitação de engenheiros agrônomos e florestais para a emissão de certificados que atestam a origem e a condição sanitária de produtos vegetais, como frutas, mudas, grãos e sementes, contribuindo para prevenir a disseminação de pragas e garantir a segurança da produção. O gerente de defesa vegetal do IMA, Leonardo do Carmo, destaca que a parceria representa um avanço estratégico para o estado. “Com esse acordo, aumentamos a oferta de profissionais habilitados, fortalecemos a fiscalização sanitária em todo o território mineiro e contribuímos para consolidar o status fitossanitário de Minas Gerais, garantindo maior segurança e confiabilidade para produtores e para o mercado”, afirma.
Engenheiros agrônomos e florestais que busquem atuar como Responsáveis Técnicos (RTs) em suas respectivas áreas na emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) devem participar de cursos de capacitação ministrados regularmente pelo IMA e pela SMEA. O CFO é emitido para Unidades de Produção (UPs), que correspondem às propriedades onde os produtos vegetais são cultivados, enquanto o CFOC se aplica às Unidades de Consolidação (UCs), como beneficiadoras, processadoras e embaladoras, responsáveis por reunir e preparar produtos provenientes de diferentes origens.
Controle e circulação de produtos vegetais
O CFO e o CFOC são exigidos para a emissão da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), documento obrigatório que acompanha o transporte de cargas com potencial de disseminar pragas regulamentadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A PTV é emitida nos escritórios seccionais do IMA ou por meio do Portal do Produtor, garantindo que os produtos estejam em conformidade com as normas sanitárias e possam circular com segurança no território nacional e no mercado internacional.
Capacitação técnica no estado
As capacitações são realizadas na modalidade presencial, com carga horária mínima de 24 horas, em municípios indicados pelo IMA, conforme a demanda identificada nas regiões produtoras. Durante o curso, são abordadas pragas quarentenárias (aquelas com controle oficial para evitar sua entrada ou disseminação) e pragas de importância econômica associadas a diferentes culturas, como banana, café, citros, manga e tomate. O conteúdo prepara os profissionais para a avaliação fitossanitária das áreas de produção e das cargas, contribuindo para a redução dos riscos de dispersão de pragas. Em Varginha, entre os dias 24 e 26 de março, foi realizada a primeira capacitação após a formalização do acordo. A iniciativa marca o início da execução prática da parceria e reforça a integração entre as instituições na qualificação técnica e no fortalecimento da defesa sanitária vegetal no estado. Novas turmas estão previstas para os municípios de Unaí e Viçosa, e os interessados devem procurar a SMEA para obter informações sobre inscrições e prazos.
Foto: Divulgação/IMA