ATeG: Produtor de leite de Ituiutaba mostra a evolução da propriedade ao participar do programa
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Imagem: Divulgação
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ATeG: Produtor de leite de Ituiutaba mostra a evolução da propriedade ao participar do programa

ATeG: Produtor de leite de Ituiutaba mostra a evolução da propriedade ao participar do programa
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“Fui tirador de leite por 11 anos seguidos e hoje, com toda certeza, posso dizer que sou um produtor de leite”, declara, orgulhoso, José de Moraes, participante do Programa ATeG - Pecuária de Leite do Sistema Faemg / Senar Minas em Ituiutaba. Com resultados aparentes com menos de um ano de trabalho, seu José é um exemplo de como o ATeG melhora a qualidade de vida e renda das famílias.

“A Assistência Técnica e Gerencial do Senar Minas veio para transformar vidas, criar novas oportunidades e, principalmente, permitir que o produtor tenha novas expectativas e esperanças para sua atividade e toda sua família. Passo a passo, vamos trabalhando de forma planejada, vencendo os desafios e dificuldades, criando um laço de comprometimento mútuo e até mesmo de amizade. Hoje em dia o produtor tem novos horizontes e trabalha para fazer sua sucessão familiar”, comentou Caio Oliveira, gerente regional do Sistema Faemg / Senar Minas em Uberaba.

Resultados

Seu José trabalhou no ramo de hotelaria por mais de 25 anos. Com 50 anos de idade descobriu que não conseguiria se aposentar e foi aí que resolveu comprar ‘um chão’. Então há 13 anos adquiriu a concessão de 21 hectares em um assentamento do Incra, em Ituiutaba.

“Quando cheguei na minha terra me deparei com nada, só tinha pasto. Na primeira noite dormimos em uma barraca embaixo de uma árvore e com o tempo fomos construindo e melhorando. Minha dificuldade era produzir, precisava ter gado e comprar ferramentas, que são muitas. Os oito primeiros anos foram difíceis e só depois que vimos a situação melhorar. Muito dessa melhora veio com os ensinamentos aprendidos nos treinamentos do Senar”, conta o pecuarista.

O mais novo investimento em conhecimento foi a adesão ao Programa ATeG em Pecuária de Leite. “Depois que comecei a ser assistido pelo técnico é que vi que eu não sabia nada e foi aí que começamos a produzir. Tenho 33 vacas, 25 delas em lactação. Antes do programa eu tirava 160 litros de leite por dia e, com as orientações que recebi para recuperar 5 hectares de pastagem, hoje tiro 230 litros/dia. São 70 litros de leite a mais todos os dias gastando menos”, calcula o produtor.

Para seu José, esse é o ‘pulo do gado’: “Antigamente eu achava que vaca tinha que dar leite, agora acredito que ela tem que dar dinheiro. Hoje as despesas são menores e o lucro maior, o dinheiro sobra no final do mês.”

Futuro

Com o Programa ATeG os resultados se tornam positivos. O produtor quer continuar investindo e sonha com um futuro ainda mais promissor. "O ATeG não veio mudar a vida de todos os produtores programa. Eu achava que meu espaço era pequeno, mas, com tudo que melhoramos e ainda vamos investir, consigo ver 60 vacas produzindo em minhas terras. Morar na roça é diferente. Eu quero que meu filho crie raízes aqui e ele tem participado do programa junto comigo. Pensa o quanto evoluímos, só tínhamos uma área que se parecia com pasto e todo dinheiro que saiu da propriedade voltou para ela. Hoje temos casa, maquinários, bons animais. Me tornei um produtor de leite e tenho orgulho da minha propriedade. Estou feliz e mais esperançoso. Em breve vou me aposentar e quero continuar aqui, trabalhando.”

Avaliação Técnica

José de Moraes é atendido pelo técnico Tarcísio Nunes Tudeia, que explica a evolução da propriedade. Da implantação do programa até abril de 2020, foram realizadas 10 visitas ao Sítio Serra do Cruzeiro, onde foi possível evidenciar alguns avanços produtivos.

“Um dos principais gargalos e componentes do custo de produção da cadeia leiteira é o fornecimento de concentrado. Na primeira visita foi constatado que o gasto com concentrado na receita bruta aproximava-se de 35%, e que a propriedade naquele momento não era autossuficiente na produção de volumoso, ou seja, além de comprar o concentrado, tinha que adquirir o volumoso de terceiros. Além disso, a área de pastejo dos animais apresentava um alto nível de degradação e os animais eram criados extensivamente”, detalha.

Após as avaliações, o técnico do ATeG elaborou um planejamento produtivo anual, onde o enfoque foi na produção de alimento para os animais. Na execução do planejamento foram recuperados cinco hectares de pastagens degradas, tendo sido implantados o sistema de pasto rotacionado em três deles.

“O cenário dos últimos quatro meses são animais com alta oferta de forragem durante o verão e dois hectares de capim elefante e cana-de-açúcar para o inverno. Em termos econômicos, os últimos quatro meses apresentaram um decréscimo de 20% no gasto de concentrado na dieta e um aumento produtivo de 30%, o que representa um incremento produtivo muito interessante no que diz respeito a dez meses de trabalho. O primeiro ano de acompanhamento está sendo finalizado e novas metas estão sendo traçadas. Caso de sucesso como esse só corrobora com o que o Sistema Faemg / Senar Minas vem afirmando: a Assistência Técnica e Gerencial, aliada ao comprometimento do produtor rural, vale a pena”, conclui Tarcísio.


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