Mercado de trigo opera com cautela no Sul
No Rio Grande do Sul, foram realizados vários pequenos negócios
No Rio Grande do Sul, foram realizados vários pequenos negócios - Foto: Divulgação
O mercado de trigo na Região Sul registra negócios pontuais e ritmo moderado, com atenção voltada à qualidade do produto e ao espaço limitado nos moinhos. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a demanda segue seletiva, com maior interesse por lotes de padrão superior e contratos para entrega mais longa.
No Rio Grande do Sul, foram realizados vários pequenos negócios, sendo o maior de 1.500 toneladas. O trigo de melhor qualidade, especialmente o tipo melhorador, segue mais procurado. Na semana passada houve negociação de safra velha a R$ 1.200 FOB. Nesta semana, o mercado ficou mais calmo devido à baixa demanda, já que os moinhos estão com pouco espaço para estocagem. Os volumes mais expressivos foram fechados para carregamento entre abril e maio, período mais valorizado. Os preços variaram de R$ 1.150 a R$ 1.250 dentro dos moinhos, conforme prazo e forma de pagamento. O trigo importado foi indicado a US$ 240 posto Rio Grande, enquanto a exportação atingiu US$ 230 FOB, equivalente a cerca de R$ 1.120 a R$ 1.150 sobre rodas no porto. O preço ao produtor permaneceu em R$ 54 em Panambi.
Em Santa Catarina, o trigo gaúcho e o paraguaio continuam chegando a valores mais baixos, enquanto o produto local enfrenta maior dificuldade de colocação. Negócios pontuais indicaram trigo melhorador gaúcho a R$ 1.160 mais ICMS e frete. O farelo variou entre R$ 950 e R$ 1.100 a granel. Para a próxima safra, produtores avaliam reduzir área e migrar para o milho. Os preços de balcão permaneceram entre R$ 59 e R$ 64 por saca, conforme a praça.
No Paraná, a oferta local é reduzida e há preocupação com a qualidade, sobretudo do trigo argentino. A referência segue em R$ 1.250 CIF no moinho, com mercado pouco ativo e moagem baixa. O trigo argentino foi cotado entre US$ 245 e US$ 248 CIF Paranaguá, e o paraguaio a US$ 245 CIF Ponta Grossa.