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Redução das chuvas eleva risco de perdas no Centro-Oeste e Sudeste

Estresse hídrico ameaça milho, feijão e algodão em GO e MG com chuvas abaixo da média


Foto: Canva

O início do outono acende o alerta para a redução das chuvas nas áreas centrais do Brasil, com impacto direto sobre as culturas de segunda safra. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a transição do regime de precipitação afeta lavouras de algodão, feijão e milho, especialmente após atrasos ou dificuldades na semeadura em estados como Goiás e Minas Gerais.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, nessas regiões as lavouras estão entre as fases vegetativa e reprodutiva, período em que a demanda por água é maior. Até o momento, o desenvolvimento foi favorecido por chuvas frequentes e temperaturas próximas da normalidade, mas a previsão indica redução das precipitações a partir da segunda quinzena de abril.

A mudança no padrão climático sinaliza o avanço da transição entre a estação chuvosa e a seca, com volumes de chuva mais baixos nos próximos dias. Em Goiás, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões leste e norte, entre 30 e 70 mm, enquanto no sul do estado as chuvas tendem a ser isoladas, com volumes entre 7 e 20 mm, abaixo da média histórica para o período.

Em Minas Gerais, a previsão indica redução das chuvas na maior parte do território, especialmente no centro-norte, onde os volumes podem ficar abaixo de 10 mm. As precipitações devem se concentrar no sul, noroeste e no Triângulo Mineiro, com acumulados entre 30 e 50 mm.

As temperaturas permanecem elevadas. Em Goiás, as máximas devem variar entre 26°C e 30°C, podendo superar 32°C em áreas do noroeste. Já em Minas Gerais, os termômetros devem oscilar entre 26°C e 34°C, com picos acima desse patamar no norte do estado.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a combinação de menor volume de chuvas, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar impõe restrições ao desenvolvimento das culturas. No milho, o estresse hídrico pode reduzir a área foliar e comprometer a polinização, afetando a formação de espigas e o número de grãos.

No feijão, os impactos variam conforme o estágio da lavoura, podendo incluir abortamento de flores e menor formação de vagens, com reflexos na produtividade. Já no algodão, a redução antecipada das chuvas tende a limitar a emissão de ramos produtivos e de botões florais, reduzindo o número de maçãs por planta e o potencial produtivo.

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