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Milho avança, mas clima limita operações

Produtividade do milho varia no estado


Foto: Nadia Borges

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16), a colheita de milho avançou de forma parcial no Rio Grande do Sul, condicionada pela recorrência de chuvas e pela priorização de outras culturas mais sensíveis após a maturação. Ainda assim, na maior parte das regiões, os trabalhos estão em fase final ou já concluídos, atingindo 86% da área cultivada. “A colheita de milho evoluiu de forma parcial, condicionada principalmente pela recorrência de precipitações no período e pela priorização operacional de outras culturas mais sensíveis às intempéries após a maturação”, informa a Emater/RS-Ascar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, ainda restam lavouras implantadas fora da janela preferencial, nas quais a reposição hídrica tem contribuído para a manutenção do potencial produtivo, apesar dos impactos anteriores provocados por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo. Essas condições afetaram o número de grãos por espiga e a massa dos grãos. “Observa-se variabilidade produtiva, mas, nas áreas colhidas, predominam grãos com boa qualidade”, aponta o relatório, que também registra perdas localizadas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade.

O levantamento destaca que, em lavouras ainda em desenvolvimento, principalmente da segunda safra, persistem riscos fitossanitários relacionados à ocorrência de pragas e à possibilidade de comprometimento da qualidade dos grãos em função da umidade. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, com produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da colheita foi limitado pelas precipitações, e a elevada umidade dos grãos tem levado produtores a adiar as operações para evitar perdas na armazenagem. Em Caxias do Sul, mais de 60% da área foi colhida, com produtividades entre 7.200 e 9.000 kg por hectare e qualidade considerada adequada. Já em Frederico Westphalen, as lavouras de safrinha apresentam desenvolvimento heterogêneo em função da irregularidade hídrica.

Na região de Pelotas, 43% da área foi colhida, mas as chuvas continuam restringindo o tráfego de máquinas e elevando a umidade dos grãos. Em Santa Rosa, a colheita alcança 94% da área, restando pequenas parcelas em desenvolvimento, com registros de ataques de pássaros, incidência de fungos e casos de germinação precoce dos grãos, além de ocorrência de cigarrinha em alguns municípios. Em Soledade, 62% da área foi colhida, enquanto as lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios seguem em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação.

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