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Altas temperaturas antecipam colheita de pimentão

Mercado do pimentão reage às condições climáticas


Foto: Pixabay

A cultura do pimentão apresenta cenários distintos em regiões do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (8) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento aponta influência direta das condições climáticas tanto no desenvolvimento das lavouras quanto na dinâmica de colheita e comercialização.

Na região administrativa de Lajeado, no município de Bom Princípio, a Emater/RS-Ascar informa que a cultura mantém estado fitossanitário adequado, sem registros de danos relevantes causados por pragas ou doenças. Nos cultivos de pimentão colorido, as temperaturas elevadas têm acelerado o processo de pigmentação dos frutos, o que antecipou o ponto de colheita. A caixa de 10 quilos tem sido comercializada, em média, a R$ 50,00, com oferta concentrada em um curto período.

Já em São Sebastião do Caí, as áreas cultivadas apresentam desenvolvimento considerado satisfatório, porém a elevada umidade e a frequência das chuvas vêm favorecendo problemas fitossanitários. Segundo a Emater/RS-Ascar, há incidência de podridão-mole, além de relatos da presença de mosca-branca e ácaros, o que exige maior frequência no monitoramento das lavouras e adoção de práticas de manejo integrado de pragas. Na comercialização, a caixa de 10 quilos do pimentão colorido, nas variedades amarela e vermelha, é vendida em torno de R$ 80,00, variando conforme a qualidade. O pimentão verde é negociado por cerca de R$ 40,00, enquanto o produto de menor calibre alcança aproximadamente R$ 25,00.

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