Aplicação e clima influenciam resposta da soja
Após a aplicação do herbicida, foi registrada precipitação pluviométrica intensa
Após a aplicação do herbicida, foi registrada precipitação pluviométrica intensa - Foto: Nadia Borges
O manejo de plantas daninhas em áreas de soja exige atenção redobrada às condições de solo, ao sistema de aplicação e aos eventos climáticos que ocorrem após o uso de herbicidas pré-emergentes. As informações são de Bruno Fronk, sócio diretor técnico na Agrisoluções Biológicas, a partir de uma situação observada em lavoura conduzida em solo de textura média.
Na área avaliada, foi utilizado diclosulam na dose de 29 gramas por hectare para o controle de plantas daninhas. O manejo ocorreu de forma distinta conforme o aspecto visual da cultura. Nas faixas onde as plantas de soja apresentaram amarelecimento, a operação foi realizada no sistema plante-aplique. Já nas áreas em que a coloração das plantas se manteve verde, adotou-se o sistema aplique-plante. Apesar da diferença operacional, ambas as faixas receberam o tratamento no mesmo dia.
Após a aplicação do herbicida, foi registrada precipitação pluviométrica intensa, em torno de 50 milímetros, ainda no período imediato de pós-aplicação. Esse volume elevado de chuva pode ter interferido diretamente na dinâmica do produto no solo, especialmente em relação à sua mobilidade e redistribuição na zona radicular da cultura. Esse deslocamento favoreceu a ocorrência de sintomas de fitointoxicação nas áreas consideradas mais sensíveis.
A situação observada reforça a necessidade de cautela no uso de herbicidas pré-emergentes. O manejo deve levar em conta não apenas as recomendações técnicas de bula, mas também a experiência prática dos profissionais de campo, que acompanham de perto variáveis como textura do solo, sistema de aplicação adotado, sequência operacional e a ocorrência de chuvas intensas logo após a aplicação.