Produção mundial de paraquat será encerrada
O paraquat foi desenvolvido há mais de 60 anos pela Imperial Chemical Industries
O paraquat foi desenvolvido há mais de 60 anos pela Imperial Chemical Industries - Foto: Divulgação
O crescimento da oferta de defensivos agrícolas genéricos no mercado global tem levado empresas do setor a rever portfólios e estratégias industriais. Nesse contexto, companhias têm analisado a permanência de moléculas mais antigas e direcionado investimentos para tecnologias consideradas mais modernas e com maior potencial de retorno.
Dentro desse cenário, a Syngenta informou que encerrará até o final de junho a produção mundial do herbicida paraquat. A decisão foi tomada após uma revisão interna de ativos e ocorre em meio ao avanço de fabricantes de versões genéricas do produto em diversos países. No Brasil, o ingrediente ativo já não é utilizado desde 2020, quando teve seu uso proibido.
Como parte do processo, a empresa iniciou um programa para interromper a fabricação do paraquat na unidade de Huddersfield, no Reino Unido. O local abriga a única planta global da companhia dedicada à produção do ingrediente ativo do herbicida. Além disso, uma unidade menor, que opera com múltiplos produtos, também terá suas atividades encerradas.
De acordo com a companhia, o complexo britânico passará por avaliação para possíveis novos investimentos voltados ao desenvolvimento e produção de soluções agrícolas mais avançadas. O Reino Unido reúne mais de dois mil funcionários da multinacional distribuídos em seis unidades, que atuam nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, produção e cadeias de suprimento.
O paraquat foi desenvolvido há mais de 60 anos pela Imperial Chemical Industries, empresa que posteriormente deu origem à Syngenta após uma série de fusões no setor químico. Ao longo das décadas, o herbicida se tornou amplamente utilizado no controle de plantas daninhas em diferentes sistemas agrícolas, sendo comercializado principalmente sob a marca Gramoxone. Atualmente, o produto ainda é comercializado pela companhia em poucos mercados e representa menos de 1% das vendas globais do grupo.