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USDA mantém estoques finais de soja nos EUA

Argentina e Ucrânia reduzem produção de soja


Foto: United Soybean Board

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou novas estimativas para o mercado de oleaginosas no Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), com ajustes nas projeções para a soja na safra 2025/26.

Segundo o relatório, as projeções de oferta e consumo de soja nos Estados Unidos incluem aumento nas importações e no processamento, enquanto os estoques finais permanecem inalterados. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “as importações de soja aumentaram em 5 milhões de bushels, refletindo o comércio até o momento”.

O documento também aponta aumento no processamento da oleaginosa. Conforme o relatório, “o processamento aumentou em 5 milhões de bushels, impulsionado pelo maior consumo doméstico de farelo de soja”. As taxas de extração de farelo e óleo foram revisadas com base nos dados observados até o momento.

Apesar da previsão de maior processamento, a produção de óleo de soja foi ligeiramente reduzida. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), isso ocorre devido a uma taxa menor de extração do produto. O consumo doméstico de óleo de soja também apresentou pequena redução, uma vez que a queda no uso para biocombustíveis foi compensada pelo maior consumo para alimentos, ração animal e outros fins industriais.

De acordo com o relatório, “o óleo de soja para uso em biocombustíveis foi reduzido em 800 milhões de libras, para 14 bilhões”. Com esse ajuste, os estoques finais de óleo de soja foram revisados levemente para cima.

No caso da soja em grão, os estoques finais nos Estados Unidos permanecem em 350 milhões de bushels. Ainda segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “o preço médio da soja para a safra está projetado para permanecer inalterado em US$ 10,20 por bushel”. Já o preço do farelo de soja subiu US$ 5, alcançando US$ 300 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja está projetado em US$ 0,55 por libra, alta de US$ 0,02.

No cenário global, a produção de oleaginosas para 2025/26 foi elevada em 1,8 milhão de toneladas, impulsionada pelo aumento na produção de girassol, colza e algodão. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o crescimento nesses produtos foi parcialmente compensado pela redução na produção mundial de soja.

O relatório indica aumento na produção de girassol na Argentina, na Ucrânia e no Cazaquistão, enquanto a produção de colza cresce na Austrália e também no Cazaquistão. Já a produção global de soja foi reduzida devido a quedas na Argentina e na Ucrânia.

No caso argentino, a produção foi reduzida em 0,5 milhão de toneladas, para 48 milhões, em razão do menor rendimento das lavouras, mesmo com o aumento da área cultivada. Na Ucrânia, a produção caiu 0,5 milhão de toneladas, para 5,5 milhões, devido à redução da área plantada.

O relatório também aponta ajustes nas projeções globais de oferta e consumo da oleaginosa. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as estimativas para 2025/26 incluem menor produção, exportações, esmagamento e estoques finais.

As exportações de soja foram reduzidas para a Ucrânia, enquanto as importações foram revisadas para baixo na Índia, no Irã e na Turquia. A produção de soja no Irã também foi reduzida, movimento que foi amplamente compensado pelo aumento da produção nos Estados Unidos.

Com esses ajustes, os estoques finais globais de soja foram reduzidos em 0,2 milhão de toneladas, refletindo principalmente a queda nos estoques da Índia e da Ucrânia.

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