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Guerra entra na 5ª semana: Veja os impactos

O ambiente também é marcado por ameaças de ampliação do confronto


O ambiente também é marcado por ameaças de ampliação do confronto O ambiente também é marcado por ameaças de ampliação do confronto - Foto: Pixabay

A escalada de tensões no Oriente Médio tem provocado efeitos imediatos sobre mercados globais, energia e dinâmica econômica internacional, em um cenário de rápida deterioração geopolítica. Segundo análise do Rabobank, o conflito iniciado no fim de fevereiro passou a influenciar diretamente o funcionamento da economia global e a reorganização das relações estratégicas entre países.

Com a guerra entrando na quinta semana, o fechamento do Estreito de Ormuz já impacta de forma desigual diferentes regiões e segmentos do setor energético e petroquímico. Os preços do petróleo acumulam alta de cerca de 60% em relação ao período pré-conflito, enquanto produtos como diesel e combustível de aviação apresentam escassez em partes da Ásia. Outros insumos, como fertilizantes e nafta, também começam a sofrer pressão, com risco de agravamento caso o conflito se prolongue.

A restrição no fornecimento já levou à adoção de racionamento de combustíveis em países como Bangladesh, Paquistão, Coreia do Sul e Eslovênia. Ao mesmo tempo, lideranças políticas adotam respostas distintas, com medidas voltadas ao custo de vida e sinalizações sobre os desdobramentos do conflito na segurança energética.

O ambiente também é marcado por ameaças de ampliação do confronto, envolvendo infraestrutura energética e rotas estratégicas, além da possibilidade de novos atores entrarem diretamente na disputa. Avaliações indicam que esse cenário poderia provocar impactos comparáveis a grandes crises históricas, caso haja interrupções mais prolongadas na oferta de energia.

Apesar disso, há negociações em curso, ainda consideradas insuficientes para atender às demandas centrais das partes envolvidas. Paralelamente, surgem indicações de possíveis acordos indiretos que poderiam levar a ajustes internos sem mudança formal de regime.

O Rabobank avalia como cenário-base o fim do conflito nas próximas semanas, com retorno gradual da normalidade nos mercados de energia. Ainda assim, a instituição ressalta que os efeitos geopolíticos tendem a ser duradouros, independentemente do desfecho, mantendo elevado o nível de incerteza global.
 

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