Primeira batata de baixíssimo carbono é colhida no Brasil
O projeto piloto envolveu a participação de 6 agricultores
Foto: Diego Feletti
Com uso de fertilizantes de menor intensidade de carbono, agricultores produzem batata com redução na pegada de carbono de até 40% e geram impacto positivo direto na qualidade dos snacks
A Yara, líder mundial em nutrição de plantas, e PepsiCo, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo e dona de marcas icônicas como LAY’S®, RUFFLES® e batata Palha ELMA CHIPS®, já estão colhendo a primeira safra de batatas com menor pegada de carbono. Com uso de fertilizantes de baixíssimo carbono, uma iniciativa inédita no país para a cultura, as primeiras batatas chips no Brasil passam a ser oferecidas para o consumidor. O programa, que abrange outros países da América Latina, chega para promover a agricultura regenerativa e contribuir para a redução de até 40% na pegada de carbono da produção dos agricultores envolvidos.
Diferentemente dos fertilizantes convencionais, que utilizam gás natural para seu processo de fabricação, os produtos do portfólio Yara Climate Choice, são formulados com fontes de menor emissão, resultando entre 60% e 90% menos emissões de gases do efeito estufa (GEE) em comparação ao mesmo fertilizante produzido a partir de gás natural. Somada a outras práticas já apoiadas pela PepsiCo, a iniciativa vai possibilitar um grande avanço para a redução de emissões na produção de batata.
O projeto piloto envolveu a participação de 6 agricultores e uma área em torno de 130 hectares de cultivo de batata para chips no Paraná. A parceria contempla ainda apoio para a aquisição deste portfólio de menor pegada de carbono e suporte técnico e incentivo às práticas agrícolas de menor impacto ambiental. Futuramente, a PepsiCo espera ampliar a iniciativa no país e incluir outras culturas. A iniciativa se alinha à plataforma global PepsiCo Positive (pep+), que guia os negócios da companhia com foco em sustentabilidade, cuidados com o planeta e com as pessoas. Em 2025, pep+ foi refinada e a PepsiCo ampliou sua meta agrícola visando impulsionar práticas de agricultura regenerativa em 10 milhões de acres (ou 4 milhões de hectares) - área onde serão cultivadas as suas matérias-primas até 2030.
Com a chegada ao Brasil, os fertilizantes da Yara contribuem para uma produção mais eficiente e regenerativa de batatas de marcas icônicas, como LAY’S® e RUFFLES®. “Parcerias com os produtores e com outros agentes da cadeia, como a Yara, são fundamentais para avançarmos em agricultura regenerativa de forma end to end garantindo a qualidade de nossos produtos enquanto cuidamos do planeta. Hoje nossas batatas já contam com pelo menos duas práticas regenerativas no campo e, com a aplicação dos produtos da Yara, vamos reduzir significativamente as emissões de GEE na etapa do cultivo desse ingrediente”, afirmou Ismael Cordeiro, Gerente de Sustentabilidade e Transformação no Agronegócio da PepsiCo Brasil.
Produzir batatas com mais eficiência e menos emissões
Os fertilizantes do portfólio Yara Climate Choice são desenvolvidos utilizando tecnologias que reduzem a emissão de GEE no processo de fabricação, processos de produção mais eficientes e formulações otimizadas para a melhor absorção de nutrientes pelas plantas. Dependendo do cultivo, esses produtos podem reduzir a pegada de carbono do agricultor em torno de 20% a 40%.
“Esta parceria com a PepsiCo confirma a relevância da colaboração para descarbonizarmos a agricultura. Produzir alimentos de forma sustentável demanda um trabalho de coalizão entre produtores, empresas e indústria, e o setor de fertilizantes desempenha um papel fundamental nesta equação”, afirma Marcelo Altieri, presidente da Yara Brasil.
A empresa, que tem a meta de ser neutra para o clima até 2050, também tem avançado em parcerias nas cadeias do café, cacau, citros e outras culturas para implantar e acelerar práticas regenerativas no campo. “Estamos ampliando a oferta para que mais empresas possam descarbonizar sua produção a partir do fertilizante. Precisamos acelerar essa transformação, sem onerar o agricultor – pelo contrário, rentabilizando-o também pelo seu ativo ambiental”, completa.
A mensuração das emissões de GEE resultantes do projeto serão feitas por meio da Cool Farm Tool - uma ferramenta online que fornece métricas padronizadas para quantificação dos GEE, biodiversidade, uso de água, e perda e desperdício de alimentos. Essas métricas são baseadas em pesquisas revisadas por especialistas ao redor do mundo, a partir de uma ampla gama de dados publicados e de metodologias do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).