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Mercados agrícolas iniciam o dia com viés positivo

A soja iniciou o ano com maior volatilidade em Chicago


A soja iniciou o ano com maior volatilidade em Chicago A soja iniciou o ano com maior volatilidade em Chicago - Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com viés positivo nos Estados Unidos, refletindo fatores geopolíticos, climáticos e de posicionamento de investidores, enquanto no Brasil os movimentos seguem diferenciados conforme cada produto e região. De acordo com a TF Agroeconômica, a abertura desta terça-feira mostrou avanços principalmente no trigo e comportamento misto para soja e milho, em um ambiente ainda marcado por cautela antes de novos dados oficiais.

No mercado de trigo, os contratos negociados em Chicago apresentaram alta, sustentados pela desaceleração das negociações de paz na região do Mar Negro e pela continuidade das hostilidades entre Rússia e Ucrânia. A falta de umidade nas áreas produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos também contribui para o movimento de valorização. No Brasil, os preços seguem em elevação no Paraná, enquanto no Rio Grande do Sul permanecem mais pressionados, refletindo diferenças na oferta, na demanda e na qualidade do cereal disponível em cada estado. No mercado externo, os valores FOB na Argentina, Uruguai e Paraguai indicam referências firmes para janeiro.

A soja iniciou o ano com maior volatilidade em Chicago, influenciada pela realocação de ativos em carteiras de fundos. Apesar de ajustes recentes e realização de lucros, o mercado mantém sensação de força, com atenção voltada para o relatório do USDA previsto para 12 de janeiro. Houve registro de compras chinesas de soja americana e brasileira, com confirmação de vendas relevantes pelos Estados Unidos. Ainda assim, o mercado trabalha com a expectativa de revisão para baixo das exportações americanas, enquanto cresce a projeção de uma safra recorde no Brasil, próxima de 180 milhões de toneladas. No mercado físico brasileiro, os preços recuaram nos portos e avançaram levemente no interior.

O milho opera em leve alta em Chicago, apoiado pelo ritmo consistente das exportações dos Estados Unidos, que ajuda a compensar a pressão da safra recorde. No Brasil, os preços seguem mais estáveis, com pequenas quedas no mercado físico e nos contratos da B3, em meio à expectativa pelo próximo relatório mensal do USDA e possíveis ajustes nos estoques finais americanos.
 

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