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Venezuela tem impacto limitado no mercado global de ureia

Em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª colocação entre os maiores exportadores globais


Em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª colocação entre os maiores exportadores globais Em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª colocação entre os maiores exportadores globais - Foto: Divulgação

As recentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Venezuela reacenderam a atenção do mercado internacional para possíveis impactos sobre a cadeia global de fertilizantes, especialmente os nitrogenados. Segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros, apesar do aumento das incertezas, a participação venezuelana no comércio mundial de Ureia é limitada, o que reduz o risco de efeitos estruturais sobre preços e oferta no cenário global.

A relação entre produção de petróleo e fertilizantes nitrogenados costuma ser relevante, uma vez que o gás natural é insumo essencial para esse tipo de produto. Grandes produtores de petróleo, como Rússia, Argélia, Irã e Catar, também ocupam posições de destaque na oferta internacional de nitrogenados. No caso venezuelano, porém, essa correlação não se traduz em peso comercial expressivo, mesmo com o país figurando entre os grandes produtores de petróleo.

Em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª colocação entre os maiores exportadores globais de ureia, com embarques pouco acima de 560 mil toneladas, o equivalente a cerca de 1% das exportações mundiais. No mesmo período, a Rússia respondeu por aproximadamente 18% do comércio global do produto, evidenciando a distância entre os dois países em termos de relevância para o mercado internacional.

Embora tenha baixa influência global, a Venezuela aparece como fornecedora de ureia para o Brasil. Em 2024, cerca de 6% do volume importado pelo país teve origem venezuelana. Entre janeiro e novembro de 2025, essa participação recuou para menos de 5%, sinalizando redução gradual dessa dependência.

As importações brasileiras de ureia em 2025 seguiram concentradas principalmente em fornecedores como Nigéria, Rússia e Catar, que juntos respondem por parcela significativa do total adquirido. Esse cenário reforça a diversificação das origens e contribui para mitigar riscos associados a eventuais restrições de um único país. A avaliação atual indica ausência de impactos diretos sobre a capacidade produtiva ou exportadora venezuelelana, com o mercado monitorando apenas pressões pontuais nos custos logísticos, especialmente nos fretes marítimos, diante do aumento das incertezas regionais.
 

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