Pesquisador aponta forte potencial de Mato Grosso na produção de trigo irrigado

TRIGO IRRIGADO

Pesquisador aponta forte potencial de Mato Grosso na produção de trigo irrigado

O Estado de Mato Grosso consome 140 mil toneladas de farinha por ano
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A mais recente visita técnica na Unidade Demonstrativa sobre a cultura do trigo irrigado foi na sexta-feira, em Pedra Preta (238 km ao Sul de Cuiabá), e o coordenador da Câmara Técnica do Trigo e pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, informou que seis materiais genéticos de trigo foram apresentados com potencial produtivo para Mato Grosso e com estimativa de produção acima de 70 sacas por hectare.

Este projeto é desenvolvido em parceria com a CTT, ligada à secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e um grupo empresarial. O trabalho de pesquisa com a cultura do trigo irrigado vem sendo executado também nos municípios de Campo Novo do Parecis, Sorriso, Santa Rita do Trivelato e Primavera do Leste (onde uma fazenda foram colhidos 77 sacas de trigo irrigado por hectare, considerado economicamente viável.

Paro esclarece que o trabalho de validação de tecnologia que testa o sistema de prod-ução está utilizando as variedades para trigo irrigado CD 151, CD 1252, CD 1104, Sintonia, BRS 404 e Toruk. “A UD foi implantada numa área de 1.500 metros quadrados com variedades que demonstram a potencialidade do trigo irrigado na região de Rondonópolis”, enfatiza.

Conforme Paro, o trabalho de pesquisa tem comprovado a viabilidade técnica do cultivo do cereal em Mato Grosso e a qualidade do trigo colhido, que pode atingir de 40 a 50% de força de glúten. Esse teor de glúten é considerado adequado comercialmente, visto que o percentual mínimo é de 25%. Ele explica que os valores de percentual de glúten são cruciais para fabricação de produtos diferenciados, como pão, massas e farinhas. O que falta hoje, segundo Paro, é a garantia de que a produção tenha um destino certo e um preço mínimo para o produtor rural.

Durante a visita o pesquisador enfatizou que o potencial da área de produção no Estado chega a mais de 100 mil hectares. E uma área com 30 mil hectares de trigo seria ideal para atender à futura demanda do moinho de trigo que será instalado no distrito industrial em Cuiabá. O moinho terá capacidade para processar diariamente até 120 toneladas de trigo. A previsão da indústria é entrar em produção até o ano de 2021.

“O Estado de Mato Grosso consome 140 mil toneladas de farinha por ano e cada habitante consome em média 42 quilos de farinha/ano”, explica.


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