Agro brasileiro lidera modelo global
“Não existe sustentabilidade ambiental sem sustentabilidade econômica"
“Não existe sustentabilidade ambiental sem sustentabilidade econômica" - Foto: Divulgação
A busca por modelos produtivos que conciliem aumento da oferta de alimentos e preservação ambiental tem ganhado espaço no debate global. No Brasil, a combinação entre tecnologia, ciência e integração de sistemas produtivos sustenta um avanço consistente da sustentabilidade no campo, reforçando o papel do país na segurança alimentar mundial.
Sistemas integrados, manejo regenerativo do solo, uso de insumos biológicos e preservação de áreas dentro das propriedades mostram que é possível ampliar a produção e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais. A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio afirma que o Brasil já alimenta direta ou indiretamente centenas de milhões de pessoas, consolidando posição estratégica no cenário internacional.
O consultor Fernando Nauffal Filho aponta que ainda há desinformação sobre a agropecuária brasileira, inclusive no exterior. Com mais de 80% da população vivendo em áreas urbanas, o distanciamento entre campo e cidade contribui para percepções superficiais sobre os processos produtivos. “Não existe sustentabilidade ambiental sem sustentabilidade econômica. O produtor precisa ter resultado para continuar investindo, preservando e gerando desenvolvimento nas regiões onde atua”, afirma.
Na Rede Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, a avaliação é de que sustentabilidade depende de equilíbrio entre os pilares ambiental, econômico e social. Os sistemas integrados ocupam cerca de 21 milhões de hectares e têm favorecido a recuperação de áreas degradadas, o aumento da produtividade e o sequestro de carbono. A agricultura regenerativa, com práticas como plantio direto e uso de micro-organismos, também reduz custos e emissões, além de fortalecer a competitividade em mercados com exigências ambientais crescentes.