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Soja sobe em Chicago e cai no mercado interno

Cotações da soja divergem entre exterior e Brasil


Foto: Canva

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário informou, em análise referente ao período de 19 de dezembro a 12 de fevereiro, divulgada nesta quinta-feira (12), que os preços internacionais da soja avançaram no intervalo recente, enquanto as cotações internas recuaram no Brasil. “Nestes dois meses em que estivemos de recesso, assistimos a uma melhora nos preços internacionais da soja, a partir da cotação em Chicago, e uma piora nos preços internos da oleaginosa”, registrou a entidade.

Na bolsa de Chicago, as cotações passaram por recuo em janeiro e recuperação na sequência. “O bushel saiu de US$ 10,93 em 11 de dezembro, recuou para US$ 10,23 em 13 de janeiro e se recuperou para US$ 11,24 em 11 de fevereiro”, apontou a Ceema. O fechamento desta quinta-feira (12) foi de US$ 11,37 por bushel na Chicago Board of Trade.

No mercado doméstico, a Ceema destacou queda dos preços em reais. “O saco de 60 quilos, que em meados de dezembro estava entre R$ 116,00 e R$ 127,00 nas principais praças, passou a registrar, em 11 de fevereiro, valores entre R$ 99,00 e R$ 117,00”, informou. No Rio Grande do Sul, as referências recuaram de cerca de R$ 124,00 por saca para R$ 116,00 a R$ 117,00 no período.

No cenário externo, a entidade atribuiu a recuperação das cotações do óleo de soja à alta do petróleo e a fatores geopolíticos. “Entre 19 de dezembro e 10 de fevereiro, a libra-peso do óleo subiu 19,6% em dólares”, apontou a análise. A Ceema também citou perdas já observadas em lavouras brasileiras, com destaque para o Rio Grande do Sul. “De uma safra esperada ao redor de 21,4 milhões de toneladas, já se pode indicar que será abaixo de 20 milhões, com relatos de perdas de até 40% em algumas propriedades, em função do calor e da falta de chuvas”, informou.

A análise acrescentou que declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre compras futuras da China de soja norte-americana para 2026 também entraram no radar do mercado. No Brasil, o recuo dos preços internos foi associado ao início da colheita, à valorização do real e à queda dos prêmios nos portos. “A colheita avança e, apesar das perdas, o volume segue relevante; além disso, o real se valorizou para R$ 5,18 por dólar nesta semana, ante R$ 5,57 no fim de dezembro, e os prêmios recuaram com a entrada da safra”, afirmou a Ceema.

O relatório mais recente do USDA, divulgado em 10 de fevereiro, manteve a colheita dos Estados Unidos em 116 milhões de toneladas e os estoques finais em 9,5 milhões de toneladas para 2025/26. “A produção mundial subiu para 428,2 milhões de toneladas e os estoques finais globais para 125,5 milhões”, destacou a análise, acrescentando que as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões de toneladas no atual ano comercial.

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