Sindag aciona Anac após operador usar drone agrícola como meio de transporte
Sindicato denuncia caso à Anac e alerta para o risco à imagem da aviação agrícola
Foto: Divulgação
Um vídeo que mostra um operador sendo transportado por um drone agrícola em uma lavoura de Tucumã, no sul do Pará, viralizou nas redes sociais e provocou forte reação do setor. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) divulgou nota oficial nesta segunda-feira (3), classificando o episódio como “irregularidade flagrante” e uma afronta aos milhares de profissionais que atuam de forma séria e legalmente regulamentada na aviação agrícola brasileira.
Segundo a entidade, uma denúncia formal já foi encaminhada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para que o caso seja investigado e, se comprovada a irregularidade, sejam aplicadas as penalidades cabíveis. “Não temos espaço para amadores ou irresponsáveis”, afirmou o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.
A nota destaca que a aviação agrícola — incluindo aeronaves tripuladas e não tripuladas — exige alta qualificação técnica e opera sob rígido controle regulatório. “A aviação agrícola brasileira tem milhares de profissionais que são altamente qualificados e realizam um trabalho sério diariamente em todo o País”, reforçou Colle, apontando ainda o uso de tecnologias avançadas que garantem maior precisão nas aplicações e reduzem o desperdício de insumos.
O Sindag alertou ainda para os danos à imagem pública da aviação agrícola, que já enfrenta desafios para consolidar sua reputação diante da sociedade. “O material divulgado vai na contramão do esforço de transparência e diálogo do setor com a sociedade”, lamenta a entidade, destacando que o conteúdo do vídeo compromete todo um trabalho de comunicação e conscientização que vem sendo desenvolvido.
O caso reacende o debate sobre o uso responsável de tecnologias no campo, especialmente quando envolvem riscos operacionais e impactos à credibilidade do setor. A expectativa agora é pela apuração da Anac e por possíveis medidas educativas e punitivas, para evitar novos episódios semelhantes. Para o Sindag, o episódio serve de alerta: inovação precisa caminhar junto com responsabilidade e respeito às normas.