Fiscais Federais Agropecuários contribuem em ações de combate ao tráfico de drogas

FISCALIZAÇÃO

Fiscais Federais Agropecuários contribuem em ações de combate ao tráfico de drogas

Profissionais são treinados para perceber as características dos produtos como frutas e pescados e identificar possíveis irregularidades
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O Ministério da Agricultura, através dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, vem contribuindo nas operações de combate ao tráfico de drogas em parceria com agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal. Entre os meses de janeiro e junho deste ano, foram apreendidas 6 toneladas de cocaína escondidas em produtos agropecuários destinados à exportação, sobretudo em frutas e pescados.

De acordo com o fiscal Alexandre Alves, da Divisão de Operações e Fiscalização do Vigiagro, o trabalho dos fiscais agropecuários nesta atividade é fundamental, pois eles são treinados para perceber rapidamente as características dos produtos.

“Há 10 dias, por exemplo, foram apreendidos 880 quilos de cocaína em um carregamento de bananas em Recife. Tão logo os fiscais abriram as caixas, perceberam que não era o padrão da fruta destinada à exportação: as bananas eram menores, com mais pintas, entre outros itens”, explicou.

Operação Pele de Sapo

Na semana passada, uma equipe de cinco Auditores Fiscais Federais Agropecuários e um agente de inspeção integraram uma grande operação de fiscalização, que envolveu 60 pessoas entre membros da Receita Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal, com objetivo de coibir o tráfico internacional de drogas nas cargas de origem agropecuária no Estado do Rio Grande do Norte.

Além do foco no porto de Natal, a operação efetuou cinco prisões nas rodovias que cortam o RN, apreendeu carros roubados, anfetaminas e dinheiro em espécie ligado a roubo de veículos. 

A operação foi batizada pela Polícia Federal como “pele de sapo” - espécie de melão mais exportada para a Europa produzido no estado nordestino. Apesar das prisões e apreensões da operação, a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) informou que não foram encontradas drogas nas dependências do porto. 

 Impacto na economia

As exportações de frutas frescas respondem por cerca de 30% de toda movimentação do terminal portuário de Natal, de acordo com a Codern. A atividade de fruticultura é responsável pela geração direta e indireta de 60 mil empregos no estado.

Em setembro, serão 300 contêineres por semana embarcados para Europa e, em um ano, a projeção é que a exportação atinja 1 mil contêineres por final de semana, segundo . As informações são da Secretaria de Agricultura do Estado juntamente com o polo de fruticultores da região.

O aumento na produção e a consequente exportação requer aumento na fiscalização. Além de colocar pacotes com drogas dentro de frutas, os traficantes constroem fundos falsos nas embalagens, entre outras práticas ilícitas.


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