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Clima seco pressiona lavouras e muda estratégias

O solo tende a ficar mais seco


O solo tende a ficar mais seco O solo tende a ficar mais seco - Foto: Pixabay

A chegada do outono marca um período de transição no campo, com mudanças no regime de chuvas e nas condições de cultivo. No Cerrado, a estação altera o ritmo das atividades agrícolas, exigindo maior atenção ao clima e ajustes no manejo das lavouras.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a redução das chuvas e o aumento das temperaturas trazem desafios, especialmente para as culturas de segunda safra. O solo tende a ficar mais seco, o que pode impactar o desenvolvimento das plantas. Por outro lado, o clima mais estável favorece o avanço das operações no campo e permite maior controle das atividades.

Segundo Manoel Álvares, da ORÍGEO, a menor umidade do solo facilita a finalização da colheita e reduz interrupções causadas pela chuva, principalmente entre abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste. Para a segunda safra, a orientação é aproveitar a umidade ainda presente no solo.

O excesso de chuvas no verão provocou atraso no plantio e encurtou a janela ideal de cultivo, levando produtores a adaptar estratégias, como o uso de cultivares mais adequadas. Ainda conforme a Conab, milho, feijão e algodão mantêm potencial produtivo, desde que bem manejados.

As temperaturas mais elevadas também influenciam o desenvolvimento das lavouras e exigem atenção à disponibilidade de água. No campo fitossanitário, há maior incidência de pragas como lagarta-do-cartucho, mosca-branca e percevejos, o que reforça a necessidade de monitoramento. O cenário exige planejamento e decisões estratégicas, transformando os desafios da estação em oportunidades para manter a produtividade.
 

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