Milho silagem avança com clima favorável no RS
RS tem 65% da área de milho silagem implantada
Foto: Agrolink
As lavouras de milho destinadas à produção de silagem no Rio Grande do Sul seguem em condições favoráveis, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, o clima tem contribuído para o bom desenvolvimento das áreas, com situação fitossanitária adequada e avanço das fases fenológicas na maior parte do Estado.
Na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras já foi cortada e ensilada, com elevado rendimento de massa verde. A Emater/RS-Ascar destaca, no entanto, que parte das áreas foi colhida após o ponto ideal de ensilagem em razão das chuvas registradas no final de dezembro, que dificultaram a realização das operações de campo. “Algumas lavouras foram cortadas após o ponto de ensilagem, em razão das chuvas ocorridas no final de dezembro”, aponta o informativo.
No Estado, estima-se que 65% das áreas previstas já estejam implantadas, com predominância de lavouras em maturação e enchimento de grãos. A área destinada ao milho para silagem deve alcançar 366.067 hectares, com produtividade estimada em 38.338 quilos por hectare, conforme dados da Emater/RS-Ascar.
Na região de Caxias do Sul, as lavouras em florescimento e formação de espigas apresentam bom desenvolvimento, embora a maior parte das áreas ainda esteja na fase de desenvolvimento vegetativo. Em Ijuí, mais de 40% das lavouras já foram colhidas, com registro de alto volume de massa verde e boa participação de grãos, enquanto em Santo Augusto a produtividade supera 45 toneladas por hectare de massa verde.
Na região de Passo Fundo, as chuvas regulares contribuíram para a recuperação do potencial produtivo, com cerca de 75% das áreas em fase de pendoamento. Em Pelotas, a distribuição das precipitações favoreceu o crescimento das lavouras e a recuperação das plantas após o déficit hídrico observado nos meses de novembro e dezembro.
Em Santa Maria, o levantamento indica que 12% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, 15% em floração, 32% em enchimento de grãos, 32% em maturação fisiológica e 9% já colhidas. Já na região de Santa Rosa, mais de 48% das áreas foram colhidas, enquanto o restante se distribui entre desenvolvimento vegetativo, floração, enchimento de grãos e maturação.