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USDA mantém projeções para milho dos EUA

Ucrânia e Brasil elevam oferta global de milho


Foto: Divulgação

O mais recente Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que as perspectivas para o milho nos Estados Unidos na safra 2025/26 permanecem inalteradas em relação ao mês anterior. O documento também indica estabilidade no preço médio recebido pelos produtores.

Segundo o relatório, “o preço médio do milho recebido pelos produtores permanece inalterado em US$ 4,10 por bushel”. A análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mostra aumento na produção global de grãos grossos, que deve alcançar 1,593 bilhão de toneladas, volume 2,7 milhões de toneladas superior ao previsto anteriormente.

De acordo com o relatório, “a perspectiva para os grãos grossos estrangeiros neste mês é de maior produção, maior comércio e estoques finais mais altos em relação ao mês passado”. O aumento da produção de milho fora dos Estados Unidos foi impulsionado por revisões positivas na Ucrânia e no Brasil, parcialmente compensadas por queda na Argentina.

O relatório explica que “a Ucrânia é revisada para cima com base nas informações mais recentes do Serviço Estatal de Estatísticas”. Já no Brasil, a revisão ocorre “devido ao aumento da área da primeira safra”. Em sentido oposto, a estimativa para a Argentina foi reduzida, uma vez que “a seca durante fevereiro reduz as perspectivas de rendimento”.

A produção estrangeira de cevada também foi revisada. O documento aponta que houve aumento na Austrália, parcialmente compensado por queda na Ucrânia.

No comércio internacional, o relatório indica mudanças nas projeções para 2025/26. Entre os principais ajustes estão maiores exportações de milho para a Índia. Para o ciclo 2024/25, o documento observa que, com base nos embarques registrados até o momento, as exportações do Brasil para o ano comercial que termina em fevereiro de 2026 foram elevadas, enquanto as da Argentina foram reduzidas.

O relatório também aponta mudanças nas importações globais. “As importações de milho para 2025/26 são elevadas para o Vietnã e as Filipinas, mas reduzidas para a Índia”. No caso da cevada, as exportações foram elevadas para a Austrália, com aumento nas importações esperadas da China.

Os estoques finais estrangeiros de milho também foram revisados para cima, refletindo aumentos no Brasil, na Ucrânia e na Índia, parcialmente compensados por redução na Argentina. Com isso, os estoques globais finais de milho foram estimados em 292,8 milhões de toneladas, aumento de 3,8 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.

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