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O segredo por trás de lavouras mais resistentes

Quando aplicado ao solo, o silício é absorvido pelas raízes


Quando aplicado ao solo, o silício é absorvido pelas raízes Quando aplicado ao solo, o silício é absorvido pelas raízes - Foto: Canva

O avanço da produção agropecuária tem ampliado a pressão por soluções que garantam produtividade e estabilidade diante de condições cada vez mais desafiadoras. Com mudanças climáticas, degradação dos solos e maior exigência por sustentabilidade, tecnologias voltadas ao fortalecimento das lavouras ganham espaço no campo.

Nesse contexto, o silício passa a ser incorporado como aliado estratégico nos sistemas de cultivo. Em 2025, o setor registrou crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior, contribuindo para a alta de 2,3% do PIB, cenário que reforça a necessidade de eficiência produtiva. Segundo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, embora não seja essencial para todas as culturas, o elemento traz benefícios relevantes, especialmente em situações de estresse causadas por pragas, doenças e fatores ambientais.

Quando aplicado ao solo, o silício é absorvido pelas raízes na forma de ácido monosilícico, contribuindo também para a melhoria das propriedades químicas e físicas do solo. Esse processo favorece o desenvolvimento radicular, aumenta a resistência das plantas e reduz problemas como o acamamento, além de criar uma barreira física contra agentes externos.

Já na aplicação foliar, o objetivo é uma resposta mais imediata, fortalecendo os tecidos da parte aérea e ativando mecanismos naturais de defesa, sobretudo em fases críticas do ciclo produtivo. A combinação das duas estratégias tem mostrado resultados consistentes em culturas como arroz, milho, cana-de-açúcar e soja.

“À medida que mais produtores incorporam essa tecnologia, o silício tende a ocupar posição cada vez mais relevante na agricultura do futuro. Sua adoção reúne benefícios agronômicos e ambientais, com impactos concretos na produtividade e na resiliência das lavouras, contribuindo para a sustentabilidade e a competitividade do setor”, finaliza Murilo Spina, diretor comercial da BRQ Brasilquímica.
 

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