Notificação de pragas passa a ser obrigatória no Paraná
CI
Imagem: Eliza Maliszewski
CUIDADO

Notificação de pragas passa a ser obrigatória no Paraná

Produtores devem avisar sobre novos insetos, resistentes a defensivos
Por: -Eliza Maliszewski

Desde fevereiro a Portaria 63 exige que produtores ou responsáveis técnicos façam a notificação de pragas nas lavouras do Paraná. A obrigatoriedade ocorre em algumas situações específicas como naquelas pragas sem ocorrência no país e/ou no Estado; resistentes a defensivos agrícolas; em área oficialmente reconhecida como livre de sua ocorrência ou então que estejam em situação de surto. 

As notificações devem ser feita à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). “A notificação é de suma importância para embasar ações preventivas, para evitar a disseminação de pragas e, no caso de defensivos agrícolas, identificar possíveis resistência de pragas a esses produtos, contribuindo para que junto à pesquisa se busque outra alternativa para que o manejo seja eficiente”, aponta Elisângeles Souza, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR. 

A averiguação da notificação será feita por um fiscal de defesa agropecuária da unidade local da Adapar onde foi fei ta a ocorrência, como explica Renato Rezende Young Blood, gerente de sanidade vegetal da Agência. “Nossa intenção é ajudar o produtor, dar todo o suporte técnico e científico, acionando universidades e institutos de pesquisa, para conter a praga e diminuir as chances de ela se espalhar. A recomendação é se o produtor ou responsável técnico ver algo diferente, imediatamente entre em contato fazendo o preenchimento do formulário disponível no nosso site”, destaca. 

Blood revela que a ideia de implantar o formulário ocorreu com base em experiências com pragas nos últimos anos, principalmente o enfezamento do milho (que tem como vetor a cigarrinha) e o aparecimento de uma nova lagarta que ataca a soja, a Helicoverpa armigera. “Essa medida de notificação obrigatória visa termos uma resposta ágil para que possamos ou erradicar a praga em uma região localizada ou ao menos retardar ao máximo sua propagação e, assim, diminuir prejuízos como os que foram causados por essas pragas no Paraná”, completa o gerente na Adapar. 
 


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink


Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.