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O Paraná liderou as exportações brasileiras de suínos reprodutores de raça pura em 2025, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, com base em dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária. O Estado respondeu por 62,1% da receita nacional, equivalente a US$ 1,087 milhão, de um total de US$ 1,751 milhão.
Também registraram exportações no segmento Minas Gerais, com 33,7% (US$ 589,6 mil), São Paulo, com 3% (US$ 53,1 mil), Santa Catarina, com 1,2% (US$ 21 mil), e Pernambuco, com 0,03% (US$ 531).
Em relação a 2024, a receita das exportações brasileiras de suínos de alto valor genético cresceu 98,9%. O Paraguai foi o principal destino, responsável por 79% da receita, o equivalente a US$ 1,383 milhão. Também figuraram como compradores a Argentina, com 16,4%, o Uruguai, com 3,6%, a Bolívia, com 1%, e a Libéria, com 0,03%.
No caso das importações, houve retração de 19,2% nos investimentos em comparação a 2024, passando de US$ 2,714 milhões para US$ 2,192 milhões em 2025. Apenas quatro estados realizaram aquisições no período. Minas Gerais liderou, com 58,6% do total importado, somando US$ 1,285 milhão. O Paraná respondeu por 23,6% (US$ 518,1 mil), São Paulo por 16,9% (US$ 370,5 mil) e Goiás por 0,8% (US$ 18 mil).
Quanto à origem dos animais, Minas Gerais importou exclusivamente da Dinamarca. O Paraná adquiriu reprodutores da Noruega e do Canadá. São Paulo comprou suínos dos Estados Unidos, do Canadá e da Dinamarca, enquanto Goiás realizou compras do Canadá.
De acordo com o boletim, “os investimentos em genética são essenciais para melhorar a produtividade do rebanho nacional e manter a competitividade brasileira na produção global de suínos”. O documento acrescenta que, “devido ao alto padrão genético desenvolvido no Brasil, aliado à sanidade do rebanho, o País tornou-se um importante fornecedor de suínos reprodutores para outros países”.