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Paraná: área da 2ª safra de feijão recua 24%

Colheita do feijão chega a 99% no Estado


Foto: Canva

A colheita da primeira safra de feijão no Paraná está praticamente concluída, com 99% da área já colhida, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural. A produção final é estimada em 192 mil toneladas, volume que corresponde a pouco mais da metade das 341 mil toneladas obtidas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

De acordo com o boletim, a retração decorre principalmente da redução da área cultivada, além de produtividades abaixo do potencial, influenciadas por baixas temperaturas e elevada nebulosidade ao longo do ciclo.

As atenções do setor se voltam agora para a implantação da segunda safra, considerada a principal do Estado. No início dos trabalhos de semeadura, nos primeiros dias de 2026, a projeção era de 295 mil hectares, 15% abaixo dos 349 mil hectares cultivados em 2025. No entanto, levantamento realizado em fevereiro indica redução ainda maior. Com mais de três quartos da área já semeados, a estimativa atual é de 265 mil hectares no segundo ciclo, o que representa retração de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De forma agregada, considerando as duas safras, a área cultivada com feijão no Estado deve recuar cerca de 150 mil hectares, com potencial impacto de aproximadamente 190 mil toneladas a menos na oferta. Como o Paraná é o maior produtor nacional, o boletim aponta que a diminuição tende a repercutir no mercado brasileiro e já figura entre os fatores que sustentam a elevação dos preços nos últimos meses.

No mercado ao produtor, o grupo comercial preto atingiu média de R$ 174,06 na última semana, superando em 4% a média de fevereiro de 2025, que foi de R$ 167,13 por saca de 60 quilos. O grupo carioca passou de R$ 183,29 em fevereiro de 2025 para R$ 297,33 na última semana, alta de 62%, conforme a pesquisa de preços recebidos elaborada pelo Deral.

No varejo, o repasse das altas ocorre de forma mais moderada. O feijão preto registrou elevação de 5% no último mês, mas ainda está 28% abaixo do patamar observado em fevereiro de 2025. Já o feijão carioca acumula valorização de 3,5% nos últimos 12 meses, apesar de leve recuo nos preços em fevereiro, de acordo com levantamento do Departamento.

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