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Paraná colhe 50,7 mil toneladas de abóbora

Abóbora está presente em 330 municípios do Paraná


Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção de abóbora apresenta presença significativa na agricultura paranaense e movimenta parte relevante da renda no campo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao Censo Agropecuário de 2017, indicam que a produção nacional de abóbora, moranga e jerimum gerou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 366 milhões, com colheita de 417,8 mil toneladas em uma área de 78,7 mil hectares distribuídos em 273,5 mil estabelecimentos rurais.

Ainda segundo o levantamento do IBGE, a cultura está presente nas 27 unidades da federação. Minas Gerais lidera a produção nacional, com participação de 17,6% no VBP, seguido por Rio Grande do Sul, com 13,7%, e Bahia, com 13,1%. Naquele período, o Paraná ocupava a oitava posição no ranking nacional, respondendo por 4,1% do VBP, com 13 mil estabelecimentos rurais responsáveis pela produção de 16,9 mil toneladas e receita de R$ 14,9 milhões.

No cenário estadual mais recente, informações coletadas pelo Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que, em 2025, a cultura da abóbora esteve presente em 330 dos 399 municípios do Paraná. A produção alcançou 50,7 mil toneladas colhidas em 2,8 mil hectares, gerando Valor Bruto da Produção de R$ 106,5 milhões.

Os três principais Núcleos Regionais concentraram 56% da produção e do VBP. O Núcleo Regional de Curitiba respondeu por 33,9% desses indicadores, seguido por Jacarezinho, com 12,6%, e União da Vitória, com 9,5%.

No município de Guapirama, na região de Jacarezinho, o cultivo em 150 hectares resultou em colheita de 3 mil toneladas e VBP de R$ 6,3 milhões, representando 5,3% da área cultivada e 5,9% do volume produzido e da renda gerada. Os municípios de Tijucas do Sul e Araucária, ambos no Núcleo Regional de Curitiba, aparecem na sequência, com participação de 5,6% e 3,9% no volume e no VBP.

O boletim informa ainda que o Departamento de Economia Rural (Deral) não realiza coleta sistemática dos preços pagos aos produtores ou praticados no varejo para a cultura. Como referência, são utilizados dados das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR). No entreposto de Curitiba, o preço da abóbora seca no atacado foi cotado a R$ 2,50 por quilo nesta semana, valor estável em relação à semana anterior. O preço está 16,7% abaixo do registrado no mesmo período de fevereiro de 2026, quando atingiu R$ 3,00 por quilo, e 25% acima do valor observado em março de 2025, de R$ 2,00 por quilo.

Segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), diferentes variedades de abóbora madura são comercializadas no mercado, entre elas Tetsukabuto (kabotiá), Xingó, Moranga, Mogango, Caravela, Menina, Paulistinha, Goianinha e Spaguetti Squash. No acompanhamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), as principais categorias monitoradas são abóbora, kabotiá e moranga.

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